A Justiça de São Paulo determinou a retomada da investigação sobre a morte do influenciador Paulo Cezar Goulart Siqueira, conhecido como PC Siqueira. A decisão atende a um pedido do Ministério Público e amplia as frentes de apuração conduzidas pela Polícia Civil.
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O 11º Distrito Policial de Santo Amaro encerrou o inquérito em outubro de 2025. A conclusão anterior indicava uma única causa. A Promotoria discordou e apontou dúvidas técnicas e contradições em laudos e relatos colhidos na fase inicial.
PC Siqueira morreu em dezembro de 2023, em seu apartamento, na zona sul da capital paulista. Ele tinha 37 anos.
Reconstituição e novas oitivas no caso PC Siqueira
Entre as medidas determinadas está a reprodução simulada dos fatos no prédio onde o influenciador morava, no Campo Belo. A perícia ocorre nesta terça-feira, 20, sob coordenação da Polícia Científica, com acompanhamento de investigadores da delegacia responsável.
O Ministério Público também solicitou a oitiva novamente de testemunhas e a realização de acareações. A intenção é confrontar versões e esclarecer divergências registradas nos autos. A polícia deve chamar a ex-namorada, uma vizinha e o síndico, que tiveram contato com PC Siqueira nas horas anteriores à morte.
Uma tentativa anterior de reconstituição não ocorreu por ausência de uma das intimadas. Desta vez, a polícia decidiu prosseguir com base nos depoimentos já formalizados. A vizinha e o síndico devem participar dos trabalhos.
A defesa da família questiona o alcance das perícias feitas até agora. Os advogados afirmam que a polícia deixou de examinar elementos no imóvel e não ouviu ao menos uma testemunha indicada. Também pedem perícias complementares.
Para os representantes da família, nenhuma hipótese pode ser descartada neste momento. “A hipótese de suicídio é contestável. Ela pode ter acontecido, sim, mas também pode ter sido outra coisa”, disse o advogado Caio Muniz. Segundo ele, a apuração considera três linhas: ato contra a própria vida, eventual instigação e homicídio com simulação.
O advogado Geraldo Bezerra da Silva Filho afirmou que a Promotoria acolheu os pedidos da defesa. “O Ministério Público compreendeu as nossas alegações e solicitou novas diligências à autoridade policial”, declarou. “As principais medidas são a reconstituição dos fatos e a perícia complementar.”
A Polícia Civil informou que seguirá as determinações judiciais e do Ministério Público. A investigação busca esclarecer todas as circunstâncias da morte do influenciador antes de qualquer conclusão definitiva.
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