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Marinha avança na compra de navio de guerra da Inglaterra

Assinatura do contrato de aquisição do HMS Bulwark está prevista para setembro

Marinha avança na compra de navio de guerra da Inglaterra
O HMS Bulwark é apto a transportar tropas, profissionais de saúde, veículos e suprimentos essenciais em emergências | Foto: Reprodução/X

A Marinha do Brasil avança em uma negociação com a Inglaterra para reforçar a frota naval brasileira, com expectativa de assinatura, em setembro, do contrato que oficializa a aquisição de um navio de guerra britânico. O acordo inicial, que sinalizava a intenção de compra do HMS Bulwark, foi firmado em abril.

O HMS Bulwark, com 176 metros de comprimento, destaca-se pela versatilidade em operações militares, ações humanitárias e resposta a desastres. Oficiais da Marinha ressaltam que a embarcação possui capacidade para desembarque de tropas, além de poder ser utilizada em situações de calamidade pública.

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Projetado para transportar até 710 militares, além de 290 tripulantes, o navio pode acomodar veículos, suprimentos e hospitais de campanha. A estrutura permite levar profissionais de saúde, mantimentos e medicamentos, o que amplia sua utilidade em emergências.

A Marinha do Brasil planeja empregar o HMS Bulwark também na fiscalização da Amazônia Azul, região estratégica rica em petróleo e minerais. O local já foi alvo de incidentes, como em abril de 2023, quando um navio alemão foi retirado da área por atuar sem permissão perto da Elevação do Rio Grande.

Navio inglês está em preparação para envio ao Brasil

No momento, o HMS Bulwark está em processo de revitalização completa em Plymouth, Inglaterra. Para acompanhar a reforma e receber treinamento, 48 militares brasileiros serão enviados ao país em setembro. Outros 44 militares terão capacitação em novembro, com embarque do restante da tripulação no próximo ano.

A previsão é que o navio seja incorporado à frota brasileira em 2026, depois do término das obras e do translado. Entre as especificações do navio estão boca moldada de 28,9 m, calado de 7,1 m, deslocamento de 18.500 t, convés de voo para até duas aeronaves grandes, velocidade máxima de 18 nós e autonomia de 8 mil milhas náuticas.

+ Leia também: “A decadência da indústria bélica brasileira“, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 276 da Revista Oeste

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