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Mingau está em coma induzido e deve enfrentar mais cirurgias

A bala atingiu a região frontal esquerda da cabeça do baixista

mingau cirurgia
Polícia prendeu suspeito de atirar em Mingau | Foto: Reprodução/Instagram/mingaultraje

Rinaldo Oliveira Amaral, baixista conhecido como Mingau, da banda Ultraje a Rigor, continua em coma induzido no Hospital São Luiz Itaim, em São Paulo

Mingau passou por uma cirurgia de emergência no domingo 3. Ela “correu dentro do esperado”, disse Manoel Jacobsen Teixeira, neurocirurgião que está tratando o baixista. Mas a equipe médica também disse que Mingau pode passar por novas cirurgias.

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Na noite do sábado 2, o músico foi baleado na cabeça em Paraty, no Rio de Janeiro. A princípio, Mingau foi atendido no Hospital Municipal Hugo Miranda. Mas a unidade não tinha a estrutura adequada de que ele precisava. No dia seguinte, ele foi transferido de helicóptero para São Paulo.

Mingau em coma

mingau coma 2
Baixista do Ultraje a Rigor foi baleado em Paraty, no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Instagram/mingaultraje

O neurocirurgião disse que o sangramento foi contido, e que eles instalaram um sistema que mede a pressão intracraniana. “O paciente vem recebendo todo o suporte da nossa UTI [unidade de terapia intensiva] em relação ao manuseio do edema cerebral e manutenção da pressão intracraniana. Ele se encontra sedado, em coma induzido”, disse Teixeira ao portal Metrópoles.

O médico também disse que ainda não é possível prever eventuais sequelas em Mingau ou em que momento será possível fazer a retirada da sedação. “O projétil atingiu a região frontal esquerda da cabeça de Mingau e, de acordo com a equipe médica, atravessou o crânio, deixando pequenos fragmentos alojados.”

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Thiago Romano, o coordenador médico da UTI, também disse que uma parte do tratamento de Mingau é o próprio tempo. “Tem uma trajetória pela frente”, disse ele.

O aumento da pressão intracraniana provocado pelo inchaço, a presença de coágulos e a drenagem de pus estão entre as razões que podem levar o baixista a passar por novas cirurgias. “Parte da calota craniana foi retirada para aliviar a pressão intracraniana. Às vezes isso não basta, pode ser necessário retirar uma parte maior”, disse ainda Romano.

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