Ministério da Agricultura impede importação de orquídeas com praga

A bactéria encontrada nas plantas é de fácil disseminação
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O lote de orquídeas foi queimado na sexta-feira 18
O lote de orquídeas foi queimado na sexta-feira 18 | Foto: André Luiz dos Santos/Embrapa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) impediu a entrada de 20 mil mudas de orquídeas que estavam com uma praga inexistente no Brasil. Os espécimes foram destruídos pela superintendência paulista da pasta.

As plantas vieram de Taiwan e estavam contaminadas com a bactéria Dickeya fanzhogdai, de acordo com uma nota publicada pelo Mapa nesta segunda-feira, 21. Ela provoca o apodrecimento da planta e é considerada de fácil disseminação e difícil manejo.

As mudas estavam em um depósito isolado em Guararema (SP), até serem destruídas na tarde de sexta-feira 18 em Suzano. Além do prejuízo com a carga inutilizada, a empresa importadora teve de custear a incineração, que, em média, sai a R$ 15 mil para esse volume de produto.

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Esse não foi o primeiro caso em que os laboratórios da rede oficial do Mapa detectaram a praga. Em novembro, a bactéria Dickeya fanzhogdai foi identificada em um lote com quase 70 mil mudas de orquídeas importado por empresa de Holambra. Em janeiro, essas plantas foram devolvidas para Taiwan. Todo o processo também foi acompanhado pela equipe do Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal (Sisv), da Superintendência Federal de Agricultura de São Paulo.

O trâmite regular para importação de plantas inclui a coleta de amostra pela equipe do Mapa assim que o lote chega a portos ou aeroportos no Brasil. No caso das orquídeas, as amostras foram colhidas no Porto de Santos.

“Enquanto o laudo não sai, o produto fica na chamada zona primária, um espaço no ponto de ingresso que armazena os produtos ainda não nacionalizados”, explica a chefe do Sisv em São Paulo, Carolina de Araújo Reis.

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