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Ministra de Lula culpa ‘aumento do ódio’ por violência contra mulher

Cida Gonçalves, chefe da pasta das mulheres, comentou a situação

violência mulher
Cida Gonçalves, ministra das Mulheres, durante discurso na cerimônia do Dia Internacional das Mulheres | Foto: Divulgação

A violência contra a mulher aumentou no ano passado em todo o Brasil, segundo informou o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado quinta-feira 20. Para a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, isso foi causado pelo aumento do ódio na sociedade.

A ministra do governo Lula também culpou a falta de investimentos no enfrentamento à violência contra a mulher. “Tem também uma questão do aumento do ódio e da intolerância na sociedade, que vai respingar, chegar em casa, chegar à mulher”, justificou ao jornal Folha de S.Paulo.

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Para Cida Gonçalves, esse cenário refletiu em todas as formas de violência contra a mulher. “Isso aumenta a questão da violência sexual, doméstica e familiar. Tem também o aumento da violência política, de gênero e o feminicídio”, acrescentou, ao culpar a “política adotada nesses últimos anos” pelo cenário.

Leia também: As cidades mais violentas do país

Os números da violência contra a mulher

A violência contra a mulher aumentou no Brasil em 2022 | Foto: Reprodução/CNJ

Na análise nacional, o Brasil teve 1,4 mil feminicídios em 2022, número que representou alta de 6,6% em relação a 2021, quando foram contabilizados 1,3 mil registros. No caso dos estupros, o anuário apontou para o maior número de registros da série histórica, que começou em 2011.

Ao todo, foram 74.930 vítimas, uma média de 205 estupros por dia, o que representa um aumento de 8,2%, na comparação com 2021. A taxa é de 36,9 casos para cada 100 mil habitantes.

Brasil tem o menor número de homicídios em uma década

Em 2022, no último ano do governo de Jair Bolsonaro, o Brasil registrou o menor número de assassinatos desde 2011, de acordo com dados divulgados na quinta-feira 20, no Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Foram 47.508 assassinatos no ano passado, ante 48.431 em 2021 — o segundo ano consecutivo de queda. O levantamento inclui mortes decorrentes de homicídio doloso, latrocínio (roubo com morte), lesão corporal seguida de morte e mortes durante ações policiais.

À exceção da lesão corporal, todos esses tipos de ocorrências diminuíram de 2021 para 2022. Segundo os dados do fórum, foram 39.629 homicídios dolosos, 1.229 latrocínios, 610 lesões corporais seguidas de morte e 6.430 mortes em intervenções policiais.

Veja o número de assassinatos ano a ano:

  • 2011: 47.215
  • 2012: 54.694
  • 2013: 55.847
  • 2014: 59.730
  • 2015: 58.459
  • 2016: 61.597
  • 2017: 64.078
  • 2018: 57.592
  • 2019: 47.765
  • 2020: 50.448
  • 2021: 48.431
  • 2022: 47.508

Conforme os dados, a redução foi puxada principalmente pelas Regiões Nordeste, Sudeste e Norte. Houve alta no Sul e no Centro-Oeste.

Os números revelam que 923 vidas foram poupadas no ano passado. Desse total, 889 só no Nordeste, “que foi a região que puxou essa queda”, disse o diretor-presidente do FBSP, Renato Sérgio de Lima.

Leia também: “O direito às armas”, reportagem publicada na Edição 125 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Essas “monstras petianas “, são umas feias e incapazes de qualquer coisa, mas continuarão solitárias e pagando alto a quem quer que seja por uma migalha de amor ou sexo! Lamentável!

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Já repararam que as mulheres que insistem nesses assuntos, geralmente são mulheres feias e que, por isso, não despertam a atenção dos homens? Interessante isso, não é? Seria essa, mais uma forma de chamar à atenção para elas?

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