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Morre Igor Rousseff, irmão da ex-presidente Dilma, aos 79 anos

Advogado era discreto e preferia viver distante dos holofotes

À esquerda, Igor Rousseff; à direita, o vereador de Belo Horizonte, Pedro Rousseff | Foto: Reprodução/Redes Sociais
À esquerda, Igor Rousseff; à direita, o vereador de Belo Horizonte, Pedro Rousseff | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Morreu o advogado Igor Rousseff, irmão mais velho da ex-presidente Dilma, no sábado 27, aos 79 anos, em Belo Horizonte.

Ele atuou como assessor na prefeitura da capital mineira, durante a gestão do ex-prefeito Fernando Pimentel (PT-MG).

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Residente em Passa Tempo, na região do Campo das Vertentes, Igor Rousseff vivia uma rotina discreta e distante dos holofotes, já aposentado.

Além de Dilma, ele deixa outros familiares, entre eles o vereador da capital, Pedro Rousseff, seu neto.

Homenagens a Igor Rousseff e legado familiar

Pelas redes sociais, Pedro Rousseff homenageou o avô. Ele o descreveu como “a primeira pessoa que acreditou em mim e me fez entrar na política”.

“Homem simples, honesto e trabalhador”, publicou. “Viveu a vida da maneira que quis: sempre rodeado de amigos e da família.”

O vereador também citou memórias compartilhadas com o avô, como fatos da história brasileira. “Viu a irmã mais nova ser torturada, presa durante a ditadura e também virar a primeira presidenta do Brasil”, relatou Pedro, nas redes sociais.

Apesar de Igor Rousseff evitar envolvimento político, Pedro revelou que o avô o apoiou quando decidiu seguir carreira pública. “Ele nunca quis entrar na política”, contou. “Tinha pavor disso. Sempre me falava para ‘não mexer com isso’, ‘você viu o que fizeram com a Dilminha’. Mesmo assim, quando bati o pé e falei com ele há 5 anos que eu ia entrar, ele mudou de opinião: ia me ajudar dia e noite com isso.”

Pedro Rousseff afirmou que mantinha contato diário com o avô, mesmo durante o período de internação. “Para quem dizia não gostar de política, meu avô surpreendeu”, disse. Em 2024, Igor Rousseff, já com bengala e óculos escuros, participou da abertura da campanha do neto para a Câmara Municipal, em momento considerado emocionante pelo vereador.

Leia também: “O mito da liberdade sem limites”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 328 da Revista Oeste

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