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MPF questiona governador do Rio sobre ação contra o Comando Vermelho

No ofício, o promotor cobra a utilização de câmeras corporais e a presença de ambulâncias no local das ações

cláudio castro
De acordo com o governador, a polícia continuará nas ruas até a normalização da situação | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A megaoperação policial no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que resultou em 64 mortes, levou o Ministério Público Federal (MPF) a solicitar explicações ao governador Cláudio Castro.

Entre as exigências estão a utilização de câmeras corporais e a presença de ambulâncias no local das ações.

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No documento, o promotor Julio José Araújo Junior perguntou ao governador “de que forma o direito à segurança pública foi promovido”. Araújo ainda questionou sobre as finalidades da operação e custos envolvidos.

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O promotor também pediu “comprovação da inexistência de outro meio menos gravoso de atingir a mesma finalidade”.

Por fim, o promotor questionou Castro sobre o cumprimento das determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação às operações policiais em favelas.

O STF determinou o cumprimento de normas constitucionais tanto em buscas pessoais quanto domiciliares, além de outras regras para operações desse tipo.

De acordo com Castro, a polícia continuará nas ruas até a normalização da situação.

Detalhes da operação contra o Comando Vermelho

A megaoperação das polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, realizada na manhã desta terça-feira, 28, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou 64 mortos, incluindo quatro policiais.

A ação, que mobilizou 2,5 mil agentes e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), também resultou em 81 prisões e na apreensão de 75 fuzis.

Leia também: “A multinacional do crime organizado”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 290 da Revista Oeste

A operação, batizada de Contenção, ocorre depois de mais de um ano de investigações. A Justiça expediu os mandados de busca e prisão depois da identificação dos complexos como bases estratégicas da facção.

Participam do cerco agentes de diversas delegacias especializadas, unidades da Polícia Militar e equipes de inteligência, apoiados por dois helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição.

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Que tal mandarmos este procuradorzinho à 💩💩💩💩💩💩 ???

  2. David S
    David S

    Mais um promotorzinho preocupado com os traficantes!
    A verdade, infelizmente, é uma só, o Rio de Janeiro hoje é dominado em grande parte pelos traficantes….

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