Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira, 21, em Campo Grande, resultou na prisão de Jaqueline Maria Afonso Amaral. Ela, que é empresária e mulher do cantor Diego Barros, integrante da dupla sertaneja Henrique & Diego, teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações sugerem que Jaqueline teria movimentado quase R$ 3 milhões entre 2018 e 2022, supostamente para lavar recursos do grupo do crime organizado. Ela teria utilizado contas em nome de parentes e de pessoas próximas.
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Durante o cumprimento dos mandados, policiais federais visitaram endereços ligados à empresária. Nos locais, foram apreendidos aparelhos celulares, munições e veículos, além de ser determinado o bloqueio judicial de mais de R$ 2,7 milhões, valor relacionado a operações ilícitas da facção criminosa.
Vínculo com o PCC e histórico familiar

Jaqueline foi casada por 20 anos com Júlio César Guedes de Morais, conhecido como Julinho Carambola, considerado braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC.
O Ministério Público de São Paulo atribui a Julinho Carambola papel central na organização e envolvimento em crimes de destaque, como o assassinato do juiz Antonio José Machado Dias, em 2003. Desde março de 2023, ele cumpre pena superior a 168 anos na Penitenciária Federal de Porto Velho, Rondônia.
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Nos anos recentes, Jaqueline passou a atuar como empresária no ramo musical sertanejo e começou o relacionamento com Diego Barros em 2021. Segundo a polícia, ela utilizava contas de familiares e amigos para ocultar movimentações financeiras e sustentar um padrão elevado de vida.
Em nota, os advogados de Jaqueline declararam que ela recebeu “com surpresa” a presença da Polícia Federal, negaram seu envolvimento em atos ilícitos e ressaltaram que a mulher e seu ex-marido estão afastados há anos. Destacaram, ainda, a colaboração dela, ao entregar celular e senhas, e afirmaram que maiores esclarecimentos ocorrerão quando tiverem acesso ao processo.






































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