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Novas imagens mostram momento da prisão dos fugitivos de Mossoró

Câmeras acopladas nos uniformes e viaturas da PRF registraram as cenas

Policiais da PRF, no momento em que retiram os prisioneiros capturados do ‘camburão’ | Foto: Reprodução/Vídeo/Redes sociais
Policiais da PRF, no momento em que retiram os prisioneiros capturados do ‘camburão’ | Foto: Reprodução/Vídeo/Redes sociais

Novas imagens mostram o momento da prisão dos fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN), divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A corporação, junto da Polícia Federal (PF), recapturou a dupla de criminosos do Comando Vermelho (CV) na última quarta-feira, 4, depois de 51 dias.

Leia mais: “Cão farejador ajuda a polícia a encontrar fuzil em carro usado por fugitivos de Mossoró”

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Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça estavam em Marabá, no Pará. A caçada custou mais de R$ 6 milhões ao governo federal.

Uma câmera acoplada no uniforme de um dos agentes, e a outra, fixada em uma viatura da corporação, registrou as imagens. Elas mostram uma perseguição e o momento em que os policiais descem do carro com armamento em punhos e ordenam que cada um dos suspeitos desçam do carro e deitem no asfalto com as mãos à mostra.

O circuito da dupla fugitiva de Mossoró

De acordo com os investigadores, os detentos foram monitorados desde que saíram do Ceará, em um barco. Eles viajaram por seis dias pela costa brasileira até a Ilha de Mosqueiro (PA). De lá, saíram em um comboio rumo à Bolívia, passando pelo Estado de Rondônia.

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Ao chegarem no km 240 da BR-222, na altura de Marabá, os agentes federais renderam os fugitivos. Mais quatro comparsas foram presos no momento da recaptura. Durante a abordagem, Rogério chega a apontar um fuzil aos agentes, mas não atira. Deibson não esboçou reação ou resistência à prisão. Não houve nenhum disparo na ação de recaptura.

Em áudios capturados pela PF, criminosos detalham os 51 dias de fuga

Antes da recaptura, a PF teve acesso, com autorização da Justiça, a áudios de um dos fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró. Na ligação, Rogério da Silva conversa com uma mulher e explica como fez para escapar do presídio.

“O bagulho [momento da fuga] foi cerradinho”, explicou Rogério da Silva. “Se tu ver, passei por um imprensado grande, grande, grande. Mesmo assim, se tu ver, um bagulho de filme mesmo. Um monte de helicóptero, um monte de drone. Foi Deus que me salvou. Os caras [policiais] perseguindo, passando assim e nós sentindo os ‘chulé’ da bota dos caras.”

O criminoso ainda acalmou a mulher através da ligação, ao dizer que estava bem e saudável. “Tô livre, curtindo a vida”, ironizou Rogério da Silva. “Tô bem, graças a Deus. Cheio de saúde, força, liberdade, pegando um ‘ventozão’ aqui. Tá ótimo demais. Pensava que nunca mais ia viver isso.”

Leia também: “A fuga de Mossoró explica o Brasil”, reportagem de Silvio Navarro e Rute Moraes publicada na Edição 210 da Revista Oeste

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