A operação de limpeza em Porto Alegre (RS) mobiliza mais de mil garis. Desde o dia 6 de maio, os trabalhadores removeram cerca de 85 mil toneladas de móveis danificados, lama e lixo das ruas da capital gaúcha. A cidade estima gastar R$ 100 milhões com a limpeza urbana.
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O diretor do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), Carlos Alberto Hundertmarker, disse ao jornal O Globo que parece ser uma operação “pós-guerra”.
Foram necessários quatro dias de planejamento, para iniciar a remoção do entulho. Ao todo, a força-tarefa conta com 3 mil pessoas, entre eles garis, contadores, técnicos e engenheiros.
Inundações impactam transporte de resíduos em Porto Alegre
Na primeira semana de maio, as inundações bloquearam a rodovia que leva ao aterro de Minas do Leão. Isso paralisou o transporte de resíduos de Porto Alegre por cinco dias. “Foram deixadas de transportar 10 mil toneladas de resíduos”, disse Hundertmarker.
A empresa de limpeza mudou a logística em virtude da contaminação dos lixos domésticos, que não podem ser misturados com o comum.






A empresa de limpeza contratou um aterro específico, para depositar o lixo das casas. A operação envolveu a contratação emergencial de 450 retroescavadeiras, além de diversos caminhões e máquinas.
Hundertmarker afirmou que “não existe maquinário suficiente para recolher os entulhos”. Ele disse que tiveram de contratar equipamentos de outros Estados.
O secretário de Habitação e Regularização Fundiária do Rio Grande do Sul, Carlos Gomes, disse ao jornal O Globo que nenhuma prefeitura está preparada para lidar com tamanha quantidade de lixo. “Canoas teve 80 mil móveis afetados, todos foram parar nas ruas.”
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