Autoridades de saúde do Paraná confirmaram dois casos de intoxicação por metanol em Curitiba. Os pacientes, homens de 60 e 71 anos, consumiram bebida alcoólica destilada e permanecem internados em hospitais da capital.
Exames laboratoriais realizados pela Polícia Científica detectaram a presença da substância no sangue das vítimas.
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Além dos diagnósticos já confirmados, há mais dois casos em análise no Estado: uma mulher de 31 anos, moradora de Foz do Iguaçu, e um homem de 36 anos, residente em Curitiba. Ambos apresentaram sintomas depois de ingerirem bebidas destiladas e aguardam os resultados de exames específicos.
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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que a confirmação ocorre somente depois de análise laboratorial.
No caso do homem de 60 anos, que apresenta quadro grave, mas estável, os médicos indicaram tratamento com etanol farmacêutico, utilizado como antídoto para intoxicação por metanol.
Sobre o paciente de 71 anos, a Sesa informou que a equipe médica ainda avalia se o antídoto será necessário.
Os demais casos suspeitos seguem em investigação, com material já encaminhado para análise.
O Ministério da Saúde enviou, neste sábado 4, cem ampolas do medicamento ao Paraná para suprir a demanda local.
Riscos do metanol
A Secretaria reforçou que qualquer suspeita de intoxicação por metanol deve ser imediatamente comunicada aos Centros de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná (CIATox).
A Sesa orientou que a população fique atenta à procedência das bebidas alcoólicas e evite produtos de origem desconhecida ou misturas com substâncias impróprias, como álcool automotivo.
O metanol é um tipo de álcool empregado em solventes industriais, sendo altamente tóxico quando consumido.
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Depois da ingestão, o fígado transforma o metanol em substâncias que podem comprometer o sistema nervoso, causar cegueira, insuficiência pulmonar, renal e até óbito.
Fiscalização
Nos últimos dias, equipes de fiscalização realizaram vistorias em estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas em várias cidades do Paraná.
Em Curitiba, a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária vistoriaram o local onde o paciente de 60 anos adquiriu a bebida, apreendendo garrafas suspeitas para análise.
A Sesa informou que, até o momento, a principal hipótese é de que o próprio paciente tenha adicionado álcool combustível à sua bebida, levando à intoxicação.
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