A Polícia Federal (PF) informou ter apreendido R$ 9,5 bilhões do crime organizado em 2025 — o maior valor já registrado pela corporação. O montante inclui dinheiro em espécie, imóveis, veículos, aeronaves, joias e outros bens vinculados a facções criminosas.
O resultado supera os números de 2023, quando foram confiscados pouco mais de R$ 3 bilhões, e de 2024, com R$ 6,5 bilhões. Os dados foram divulgados na última terça-feira, 10, pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, durante a apresentação do balanço das ações do Ministério da Justiça em 2025, no Palácio da Justiça, em Brasília.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste
Segundo Rodrigues, as apreensões integram uma estratégia de “descapitalização” das organizações criminosas. “Isso é dinheiro encontrado e retirado do crime organizado”, explicou. “A gente vem numa crescente, num grande esforço de enfrentar o crime organizado. Para tirar poder do crime organizado, tem que enfrentar o poder econômico.”

Ao longo de 2025, a PF realizou 3.864 operações, cumpriu 11.605 mandados de busca e apreensão e efetuou 25.997 prisões — entre mandados judiciais, flagrantes e ações de grupos de captura. No período, 42,5 mil pessoas foram indiciadas. Atualmente, há 47.770 inquéritos em andamento.
A corporação também apreendeu 73.181 quilos de cocaína e 721.163 quilos de maconha, além de promover 1.171 operações contra crimes cibernéticos e 482 ações em áreas de fronteira.
PF destaca ações de combate à violência contra mulheres
O combate à violência contra a mulher foi um dos destaques do evento. O tema deve integrar a agenda eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste ano. Andrei Rodrigues detalhou as cerca de 26 mil prisões realizadas em 2025, das quais 2.428 foram por homicídio e feminicídio e 2.170 por estupro e crimes contra crianças e adolescentes.

Na apresentação dos dados da Polícia Rodoviária Federal, o diretor-geral Fernando Oliveira ressaltou que, pela primeira vez, operações voltadas a crimes contra a mulher passaram a integrar as atribuições da corporação. “Mandados abertos de busca foram lançados nos nossos sistemas de alerta e conseguimos, em dez dias de operação, fazer o cumprimento de 80 mandados”, declarou.
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, também destacou o tema ao tratar das prioridades da pasta para 2026.
“Teremos também uma preocupação especial com algumas hipóteses, como o feminicídio, que merece todo destaque e tem entrado na agenda do Brasil há um bom tempo”, afirmou. “É claro que as medidas de mudança cultural são aquelas que produzirão efeitos mais permanentes, mas nós também temos que atacar o que acontece hoje, e vamos fazer isso através de customização de providências que visam a viabilizar um fluxo maior de atendimento para essa modalidade criminal.”

A secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, mencionou iniciativas em curso no enfrentamento à violência contra a mulher, como o Programa Antes que Aconteça, desenvolvido em articulação com a bancada feminina do Congresso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público, com foco na elaboração de estratégias conjuntas entre os Três Poderes.
Ela também destacou a criação das Salas Lilás em delegacias e órgãos do sistema de Justiça — espaços exclusivos para atendimento de mulheres vítimas de violência. Mais de mil mulheres já foram atendidas, e mais de 50 salas foram contratadas, com previsão de expansão para regiões com altos índices de violência.
Outra frente citada é a parceria com o CNJ para fortalecer o cumprimento de medidas cautelares impostas a agressores.
Nao deveria publicar essa mixaria . Numa canetada, ministro áj devolveu o dobro