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O Ministério Público e a Polícia Federal realizaram uma operação em 13 de novembro de 2023 para investigar um esquema de desvio de R$ 1,46 milhão na saúde de Pinheiro Machado, RS, com foco na ex-secretária da Fazenda Municipal, Kauane Duarte Lopes. As investigações revelaram que pagamentos eram direcionados a empresas ligadas à ex-secretária por meio de documentos falsos. Um mandado de busca foi cumprido na residência dela, resultando na apreensão de veículos e bloqueio de valores.
O Ministério Público (MP) e a Polícia Federal (PF) deflagraram uma operação nesta segunda-feira, 13, para investigar um esquema de desvio de recursos da saúde em Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul. O principal alvo é a ex-secretária da Fazenda Municipal Kauane Duarte Lopes.
As investigações mostram prejuízo de R$ 1,46 milhão entre 2023 e 2026. Segundo a apuração, os envolvidos direcionavam pagamentos para empresas ligadas à ex-secretária por meio de documentos e notas fiscais falsos.
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga a ex-secretária por peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, supressão de documento e fraude em contratação pública.
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A polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência da investigada, em Pinheiro Machado. Os agentes apreenderam dois veículos, restringiram um imóvel e bloquearam valores vinculados a Kauane para preservar provas e garantir eventual ressarcimento.
Como funcionava o esquema em Pinheiro Machado
A investigação começou depois que servidores da atual administração encontraram documentos fora dos procedimentos administrativos de arquivamento. Os dados dos fornecedores permaneciam nos registros oficiais, mas os envolvidos adulteravam os documentos de pagamento para desviar os recursos para empresas ligadas à investigada.

A análise dos documentos identificou indícios de irregularidades em empenhos, liquidações e pagamentos para a compra de medicamentos e materiais de saúde. De acordo com o Ministério Público, o grupo utilizava notas fiscais adulteradas para dar aparência de legalidade às operações e dificultar a identificação das fraudes.
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As investigações mostram o repasse de R$ 925 mil para uma empresa entre 2025 e este ano. Outra empresa recebeu R$ 535 mil em 2023. Os valores somam R$ 1,46 milhão. Segundo o MP, os recursos eram destinados à compra de medicamentos e materiais para a Secretaria Municipal da Saúde.
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