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Polícia do Rio bate recorde em número de apreensões de fuzis

Operações em comunidades elevam volume de armas de guerra retiradas de circulação e reforçam alerta sobre tráfico internacional

A polícia fluminense atingiu nesta sexta-feira, 26, a marca de 800 fuzis apreendidos em 2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais
A polícia fluminense atingiu nesta sexta-feira, 26, a marca de 800 fuzis apreendidos em 2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Militar do Rio de Janeiro atingiu nesta sexta-feira, 26, um marco expressivo ao chegar a 800 fuzis apreendidos em menos de um ano. O número consolida assim um recorde no Estado. Da mesma forma, reflete a intensidade das operações em áreas dominadas por organizações criminosas.

A marca foi alcançada depois de uma ação do 41º Batalhão de Polícia Militar, em Vicente de Carvalho, na zona norte da capital. Durante a incursão no Morro do Juramento, os agentes localizaram dois armamentos de alto poder de fogo escondidos na comunidade.

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Polícia: o desafio das armas longas

Segundo a corporação, o resultado amplia um cenário já considerado crítico. O volume de armas longas circulando em áreas urbanas segue como um dos principais desafios da segurança pública fluminense. No balanço interno da PM, o 41º BPM aparece na liderança entre as unidades operacionais. 

Apenas em 2025, o batalhão retirou 132 fuzis das mãos de criminosos, superando desse modo o trabalho de forças especializadas. Logo atrás, o Batalhão de Operações Policiais Especiais ocupa a segunda posição, com 112 apreensões. Na sequência surgem o 15º BPM, em Duque de Caxias, e o 9º BPM, em Rocha Miranda, ambos com números relevantes.

Leia também: “Na contramão da segurança”, reportagem publicada na Edição 287 da Revista Oeste

O 21º BPM, em São João de Meriti, também figura entre os cinco primeiros. A concentração de apreensões evidencia sobretudo a atuação constante em regiões estratégicas para o crime organizado. O comando da corporação avalia que o volume apreendido não tem paralelo em outros estados brasileiros. Para a cúpula da PM, o dado revela preparo operacional, planejamento e atuação integrada das unidades.

Ao mesmo tempo, o número expõe a dimensão do tráfico de armas. Levantamento da inteligência indica que mais de 90% dos fuzis recolhidos têm origem estrangeira, principalmente dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia. Esse cenário reforça a necessidade de cooperação com forças federais. O objetivo é interromper rotas internacionais e reduzir o fluxo de armamento pesado para o país.

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