Polícia do Rio de Janeiro cerca comunidade do Jacarezinho

Agentes deram início a ação do governo do Estado para 'retomada do território', depois de 14 anos da criação das UPPs
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Cerca de 1,2 mil agentes estão no entorno da comunidade
Cerca de 1,2 mil agentes estão no entorno da comunidade | Foto: Reprodução/TV Globo

A comunidade do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, está sendo ocupada por agentes de segurança nesta quarta-feira, 19. A ação é denominada pelo governo do Estado de “retomada de território”.

Segundo a Polícia Militar, comunidades do entorno, como Manguinhos, Bandeira II e Conjunto Morar Carioca, também são ocupadas por cerca de 1,2 mil agentes.

“Damos início a um grande processo de transformação das comunidades do Estado do Rio. As operações de hoje são apenas o começo dessa mudança, que vai muito além da segurança”, escreveu o governador, Cláudio Castro (PL), nas redes sociais.

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O projeto “Cidade Integrada” tem o objetivo de fazer uma ocupação social de comunidades da cidade, em uma espécie de reformulação do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), criado em 2008.

A operação na comunidade do Jacarezinho prevê patrulhamento, investigações para desestruturar organizações criminosas e intervenções sociais. Esse modelo seria aplicado em mais cinco comunidades do Rio de Janeiro.

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11 comentários Ver comentários

  1. Fachinada? O Fachin manda soltar todos os traficantes e fazer estados livres para FARs, pcc cv etc.
    E, os quase 500 quilos de cocaina no helicóptero dos perrela? E as maletas de 500 mil do aécio ?

  2. Bom, é sempre louvável tentar resolver problemas, contudo, não adianta oferecer as mesmas soluções para questões que se mostram resistentes.
    Muitas vezes ouvimos aquela máxima: siga o dinheiro…
    As comunidades onde o tráfico impera e/ou controla, tem como principal fator de existir a venda e tráfico de drogas, ponto.
    Dito isso, porque ainda insistimos em não criminalizar o VICIADO/USUÁRIO/DEPENDENTE químico?
    Observem que as forças policiais prendem traficantes e no dia seguinte outro já assume. Apreende cargas de drogas e logo outras chegam ao destino, pois usam diversas rotas e consideram as apreensões como risco calculado, ou seja, sempre esperam isso mesmo.
    Mas uma coisa não se substitui facilmente: um VICIADO que se trata e não mais compra drogas, isso por si só arruinaria essa empresa organizada vulgarmente chamada de facções criminosas.

  3. Seria muito bom que outras comunidades do Rio e Grande Rio fossem também, humanizadas social e culturalmente, retirando do domínio dessas facções criminosa, a tutela daquelas comunidades na maioria, constituidas de pessoas de bem.

  4. Será que esse golpe ainda cola?

    Já é a terceira ou quarta vez que esse golpe é aplicado. Em ano de eleição, é montada uma mega operação policial para “pacificar” as comunidades, “retormar” o território que, de fato, já é outro país. O Estado passa alguns meses encenando uma farsa, de comum acordo com os traficantes, para que a população pense que as coisas estão realmente mudando. Viaturas circulando, novas cabines “pacificadoras”, tráfico silencioso e “arrego” para todo mundo. Mas o dia depois das eleições é a “quarta-feira de cinzas”. É tirar a fantasia e voltar à realidade. Todo o dinheiro público gasto para ganhar votos, vira sucata e vai para algum lixão. E o velho Rio de Janeiro volta a ser o que sempre foi.

    1. Perfeito sua colocação, é exatamente o que ocorre! Abandono e Descaso total do trabalhador e humilde que é oprimido pelos traficantes e milicias com apoio irrestrito de politicos do PSOL, PT e PSDB + alguns figurões que usam vestido preto e cinto do harry potter no STF.

  5. Tem gente que adora enxugar gelo. Fiquem à vontade. Esse tipo de ocupação já provou que não funciona, isso é uma questão cultural do povo daquela cidade. O cidadão de lá fica louco se não tiver uma droga num morro próximo.

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