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Polícia identifica segundo envolvido na execução de ex-delegado

Quase 24 horas depois do crime, imagens de câmeras de segurança ajudam os investigadores a reconstruírem a dinâmica do ataque

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Mais cedo, nesta terça-feira, 16, Guilherme Derrite havia anunciado a identificação do primeiro suspeito de envolvimento no crime | Foto: Reprodução/Redes Sociais

As investigações sobre a morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrida na noite desta segunda-feira 15, em Praia Grande, avançaram com a identificação de um segundo suspeito envolvido no crime.

A Polícia Civil de São Paulo descobriu o fato depois de analisar o local, conforme informou o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite.

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Mais cedo, nesta terça-feira, 16, Derrite havia anunciado a identificação do primeiro suspeito de envolvimento no crime.

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“Vamos solicitar a prisão temporária dos dois já identificados”, afirmou Derrite em publicação no X. “Seguimos com todas as polícias empenhadas nesse caso para que os culpados sejam punidos.”

Quase 24 horas depois da execução, imagens de câmeras de segurança ajudam a polícia a reconstruir a dinâmica do ataque.

Um vídeo mostra quando os criminosos estacionam um carro próximo à Prefeitura de Praia Grande, onde Ruy Ferraz atuava como secretário de Administração, às 18h02.

Depois de 14 minutos, os criminosos alvejam o ex-delegado enquanto ele passava pelo local em seu veículo. Ferraz ainda tentou fugir, mas bateu em um ônibus cerca de 2,5 km à frente, quando os criminosos o executaram.

Linhas de investigação e histórico do ex-delegado

As investigações consideram como principais linhas a possibilidade de represália do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou retaliação à atuação de Ferraz como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, função exercida desde 2023.

Ferraz construiu carreira no combate ao crime organizado. Em 2006, foi responsável por indiciar toda a liderança do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Leia também: “Na contramão da segurança”, reportagem de Fábio Bouéri, publicada na Edição 287 da Revista Oeste

Em 2019, Ferraz ocupava o cargo de delegado-geral quando a Justiça transferiu Marcola para um presídio federal, posição que manteve até 2022.

Outra linha investigativa considera a hipótese de que o crime tenha relação com uma licitação que teria prejudicado interesses ligados a organizações criminosas.

No momento do ataque, Ferraz deixava o trabalho na prefeitura. Ele colidiu com um ônibus ao tentar fugir dos criminosos.

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