Queiroga afirma que governo não vai interferir em reajuste de plano de saúde

Os 15,5% autorizados pela ANS podem ser aplicados ainda neste ano nas mensalidades
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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em comissão do Senado

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em comissão do Senado Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta sexta-feira, 27, que o governo federal não vai interferir na política de preços dos planos de saúde. A declaração foi dada ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Ao ser questionado sobre reajuste nos planos de saúde, Queiroga disse que “não é função do Ministério da Saúde interferir nesse mercado”. Recentemente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou novo reajuste nos planos individuais e familiares.

Os 15,5% autorizados podem ser aplicados ainda neste ano nas mensalidades. O ministro citou ainda que uma solução para os planos de saúde é “eficiência, concorrência e transparência”.

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Na próxima semana, Queiroga vai se reunir com representantes da ANS, mas garantiu que não vai tratar de assuntos ligados aos preços dos planos de saúde. Para ele, a discussão ficará em torno de estratégias sobre o combate à covid-19.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), “em 2021, os planos de saúde sofreram reajuste negativo de 8,19%, mas é importante lembrar que neste ano os consumidores pagaram uma cobrança retroativa de reajustes — os valores suspensos em 2020 durante o primeiro ano de pandemia”.

O instituto cita ainda que, em pesquisa realizada durante o ano passado, usuários desses serviços lidaram “com aumentos de 50% durante 2021. Ou seja, o desconto foi neutralizado pela recomposição”, afirmaram, em publicação da quinta-feira 26.

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7 comentários Ver comentários

  1. Sobre o golpe que a Amil queria aplicar nas pessoas que tem plano individual, transferindo para empresa recém criada e sem experiência, que tem como sócio principal um sujeito acostumado à pedir falência, nenhum um pio, inclusive da imprensa taxada de seria. E a ANS pune essa empresa com um aumento escandaloso, viva a mala preta.

  2. Conversa mole. Se o Governo não quiser interferir não “autorize” índices de reajuste. O Mercado (empresas, consumidores, preço e qualidade) se acertará. Da forma que está, temos mais um canal de corrupção potencial: dinheiro para os árbitros do índice. Governo do Brasil – na forma pura e crua.

  3. Aposentado ja gasta tudo q recebe com remedios e plano de saúde…..o aumento entendo q seja necessario pra atualizar custos. Porém estão matando a galinha dos ovos de ouro……

  4. Muita gente que conheço cancelou o plano. Quem ficou paga pelos que saíram. Além disso, “fecharam” o país por dois anos. A conta chegou e como sempre neste país somos os prejudicados… Agradecer todos que queriam que o presidente “quebrasse” a cara, quebraram o país e o reelegeram….

    1. O que poderia interferir é na abertura do mercado. Sem concorrência os planos fazem o que querem. 80% do mercado está na mão da Unimed. De tanta restrição acabam impedindo a entrada de novas empresas. A insegurança jurídica cobra seu custo na mensalidade. Parem de proteger as mega empresas.

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