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Quem é Eduardo Chedid, alvo da Operação Juros Zero

O diretor do PicPay acumula três décadas de mercado e virou alvo de buscas do Ministério Público

Edurado Chedid consolidou sua carreira em postos altos na Avenida Faria Lima, o centro financeiro de São Paulo | Foto: Reprodução
Edurado Chedid consolidou sua carreira em postos altos na Avenida Faria Lima, o centro financeiro de São Paulo | Foto: Reprodução

O Ministério Público realizou buscas contra o executivo Eduardo Chedid Simões na manhã desta sexta-feira, 19. Os promotores de Justiça miraram o atual diretor do PicPay dentro da Operação Juros Zero, que apura um esquema de descontos ilegais nas folhas de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. Chedid já carrega em seu histórico um indiciamento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Descontos Indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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O alvo da operação trabalha como diretor-executivo (CEO) do PicPay desde o ano de 2022. O profissional possui mais de 30 anos de caminhada no setor brasileiro de meios eletrônicos de pagamento, com passagens pelo comando de diversas marcas conhecidas do mercado financeiro. O administrador formou-se na Fundação Getulio Vargas (FGV) e assumiu também a chefia da holding internacional do grupo no ano de 2024.

Executivo presidiu a Elo e foi diretor na Visa e Credicard

Edurado Chedid consolidou sua carreira em postos altos na Avenida Faria Lima, o centro financeiro de São Paulo. Ele exerceu a presidência da Elo por seis anos e trabalhou como vice-presidente comercial da operadora Cielo. O empresário também ocupou o posto de vice-presidente da Visa, a diretoria da Credicard e uma cadeira no conselho da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Segundo o portal g1, a investigação atual revela que o PicPay, controlado pelo grupo J&F, embolsou ilegalmente mais de R$ 80 milhões de funcionários públicos do Distrito Federal. A empresa fechou um contrato com o governo local quando um decreto abriu brecha para o serviço de adiantamento salarial. O Tribunal de Contas do DF descobriu que a banca digital cobrava juros camuflados sob o nome de “taxa de antecipação”.

Justiça bloqueia dinheiro e empresa nega crimes

O Ministério Público mobilizou agentes para cumprirem 50 mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Curitiba. A Justiça determinou o congelamento de quase R$ 90 milhões das contas bancárias do PicPay e da Associação dos Servidores do DF. A lista de crimes apurados inclui corrupção ativa, lavagem de dinheiro, publicidade enganosa, fraude em sistemas e organização criminosa.

Ao site, o PicPay divulgou uma nota oficial para rebater as acusações dos promotores. A companhia declarou que não reconhece nenhuma falha nas operações citadas e nega a existência de cobranças abusivas contra os clientes. Os representantes da empresa afirmaram que o dinheiro do adiantamento caía direto no cartão do usuário e que a firma mantém cooperação total com o Poder Judiciário.

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