Saída de militares: autogolpe ou manchetes de festim?

O que há de realidade na narrativa turbulenta de golpe militar no país?
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Comandantes das Forças | Foto: Montagem/Keven Kobalchini/Ministério da Defesa
Comandantes das Forças | Foto: Montagem/Keven Kobalchini/Ministério da Defesa

Tão logo confirmada a saída dos comandantes das Forças Armadas nesta terça-feira, 30, o noticiário foi inundado de manchetes sobre a possibilidade de um golpe em curso arquitetado pelo Palácio do Planalto. Trata-se de uma imagem quase desejada pelo mainstream ‘antibolsonarista’ e que povoa o imaginário de redações no país desde o primeiro dia de janeiro de 2019.

Mas estaria, de fato, a ordem democrática em risco? Segundo um experiente analista na área, a resposta é não — o momento político é tenso e o presidente se ressentiu de apoio da cúpula de militares para respaldar seu enfrentamento aos governadores. Contudo, a avaliação é de que rupturas institucionais não passam de especulações.

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Outro ponto a destacar é a leitura dos acontecimentos feita pelo general Eduardo Barbosa, presidente do Clube Militar, à CNN. De acordo com ele, na reunião sobre o futuro dos comandantes das Forças com a nomeação de Braga Netto para a Pasta da Defesa, houve descontentamento com o fato de nomes “mais antigos” terem de responder ao escolhido para o cargo de chefia, dado o significado da hierarquia na esfera militar.

Se de um lado houve gritaria contra as trocas na área militar, Bolsonaro também encontrou apoio na ala de apoiadores que defendem posições ainda mais firmes na condução do governo ante a pandemia.

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