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Brasil

Samarco entrega plano de recuperação judicial

O plano, segundo a companhia, permite a redução da dívida, atualmente em US$ 9,7 bilhões

Samarco Recuperação Judicial
Os acordos com autoridades públicas brasileiras já firmados para a reparação do desastre ambiental deverão ser preservados | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A mineradora Samarco, responsável pelo desastre ambiental que matou 18 pessoas em Mariana, Minas Gerais, em 2015, entregou na sexta-feira 28, ao Tribunal de Justiça do Estado o seu plano de recuperação judicial. O documento é resultado do acordo fechado com os acionistas e parte dos credores financeiros da companhia.

De acordo com o documento apresentado, a Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, emitirá títulos de dívida para pagar os credores financeiros. Ou seja: a empresa vai captar recursos no mercado financeiro com a promessa de devolver com juros.

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Dessa forma, ficará sob responsabilidade dos acionistas da empresa o pagamento da reparação do rompimento da barragem em Mariana, da emissão dos títulos e o pagamento integral dos valores aos compradores dos papéis.

Como serão os títulos da recuperação judicial da Samarco

A Samarco deve emitir aproximadamente US$ 3,5 bilhões em novas notas com vencimento em junho de 2031. O pagamento futuro terá juros entre 9% e 9,5% e sem garantias — bens que podem ser dados em troca em caso de inadimplência da companhia.

Leia também: “Governo autoriza emissão de mais ações do Porto de Santos”

Os acordos com autoridades públicas brasileiras já firmados para a reparação do desastre ambiental deverão ser preservados, segundo o plano. A mineradora também deverá dar continuidade aos investimentos sustentáveis para ampliar as operações com segurança.

Dívidas da empresa

A Samarco entrou em recuperação judicial há dois anos. O plano, segundo a companhia, permite a redução da dívida, atualmente em US$ 9,7 bilhões, em torno de R$ 46 bilhões pelo câmbio atual.

A proposta será analisada pelo Tribunal de Recuperação Judicial, sem a necessidade de uma assembleia de credores. Se aprovado, precisará ser reconhecido pelo Tribunal de Falências dos Estados Unidos.

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