A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou, nesta terça-feira, 7, que há 18 casos confirmados de intoxicação por metanol no Estado. Outros 158 estão em investigação. O total de mortes chegou a dez, sendo três confirmadas e sete em análise.
Por outro lado, o governo já descartou 85 casos. Somente nesta terça-feira, 38 novos casos foram excluídos depois de análises clínicas e epidemiológicas, enquanto outros 35 entraram em investigação.
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O órgão mantém protocolo padrão para pacientes que procuram unidades de saúde depois de consumir bebidas destiladas e apresentar sintomas incomuns. Entre eles, estão sonolência, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, confusão mental, taquicardia, visão turva, fotofobia, convulsões e acidose metabólica. A primeira hipótese de diagnóstico é intoxicação por metanol.
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A Secretaria alerta que a intoxicação é grave e pode causar cegueira permanente ou morte. O metanol pode estar presente em bebidas alcoólicas adulteradas, além de combustíveis, solventes e produtos de limpeza.
As unidades de saúde estão preparadas para o atendimento. A pasta recomenda evitar o consumo de bebidas de origem desconhecida e procurar atendimento imediato em caso de sintomas depois da ingestão de álcool. O socorro nas primeiras seis horas é essencial para evitar o agravamento.
Governo intensifica operações
Nesta segunda-feira, 6, uma operação do governo estadual apreendeu mais de 100 mil garrafas vazias em um galpão clandestino na Vila Formosa, zona leste da capital. Quem conduziu a ação foi a Polícia Civil.
O local funcionava como uma empresa de recicláveis que revendia vasilhames de destilados, como gin, vodca e uísque, para reutilização. Os agentes também apreenderam 6 mil garrafas com bebidas sem comprovação de origem.
Desde o começo das operações neste ano, houve a prisão de 42 pessoas, sendo 21 apenas na última semana. Ao todo, o Estado de São Paulo apreendeu mais de 66 mil garrafas desde janeiro em ações de combate à falsificação e adulteração de bebidas. Duas amostras analisadas apresentaram níveis de metanol acima do permitido.
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Além disso, a força-tarefa que fiscaliza bares e distribuidoras vistoriou 18 estabelecimentos desde a semana passada. Onze foram interditados por irregularidades sanitárias. Destes, sete foram na capital, dois em Osasco, um em São Bernardo do Campo e um em Barueri.
A Secretaria da Fazenda e Planejamento suspendeu preventivamente a inscrição estadual de oito estabelecimentos, entre bares e distribuidoras.
Reforço na testagem de metanol
O governo reforçou também a estrutura de testagem. O novo protocolo prevê que amostras de sangue e urina sejam analisadas em até uma hora pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto, usando cromatografia gasosa. O Instituto Adolfo Lutz coordena a coleta e o transporte das amostras.
A Secretaria de Saúde distribuiu 2 mil novas ampolas de álcool etílico absoluto às unidades de referência, além das 500 já disponíveis em estoque. O produto faz parte do protocolo de emergência.









































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