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Sindicato de professores quer barrar o ‘intervalo bíblico’

Trata-se de um movimento criado por alunos de escolas públicas de Pernambuco; o objetivo é realizar reuniões de orações

O ‘intervalo bíblico’ gerou críticas de professores do Estado de Pernambuco | Foto: Reprodução/Freepik
O ‘intervalo bíblico’ gerou críticas de professores do Estado de Pernambuco | Foto: Reprodução/Freepik

Crianças e adolescentes de escolas públicas de Pernambuco criaram uma ação que chamou a atenção de autoridades nos últimos dias. Trata-se do movimento chamado “intervalo bíblico”, em que alunos — a maioria de vertente protestante — se reúnem na hora do intervalo dos estudos para orarem e cantarem louvores.

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Essa iniciativa, no entanto, gerou críticas de professores. Alguns docentes alegam que esses jovens não podem exercer sua fé em ambientes públicos. Isso levou o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) a denunciar a prática ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O órgão instaurou um procedimento para fiscalizar a prática religiosa realizada pelas crianças. 

Denúncia sobre o “intervalo bíblico” ganha repercussão

O Sintepe fez a denúncia ao MPPE em abril. Entretanto, o caso ganhou repercussão nesta semana. Deputados da bancada evangélica da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco se posicionaram contra a denúncia.

Em entrevista na edição desta terça-feira, 15, do Jornal da Oeste, o presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), Thiago Vieira, também repudiou a denúncia feita pelos professores ao MPPE. De acordo com ele, a Constituição Federal garante aos jovens o direito e a liberdade de exercerem sua fé religiosa em espaços públicos.

O artigo 213 da Carta Magna, por exemplo, dispõe que pode haver destinação de recursos públicos para o ensino confessional. Em nota, a IBDR afirma que “o Brasil é um Estado laico colaborativo”. Além disso, permite a expressão da religião em locais públicos. Também autoriza “a colaboração entre religião e poder público para o bem comum”. 

O artigo 19 e inciso I da Constituição, por sua vez, diz que é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios “embaraçar” o funcionamento dos cultos religiosos. 

“É crime perturbar reuniões religiosas”

O artigo 208 do Código Penal, por seu lado, prevê “que é crime perturbar reuniões religiosas”. Segundo Vieira, os professores não podem denunciar os alunos porque essa atitude fere o artigo 18 do Pacto internacional dos Direitos Civis e Políticos, que diz que a religião pode ser exercida em qualquer espaço, inclusive em escolas públicas.

Alguns docentes alegam que esses jovens não podem exercer sua fé em ambientes públicos | Foto:Jcomp/Freepik
Alguns docentes alegam que esses jovens não podem exercer sua fé em ambientes públicos | Foto:Jcomp/Freepik

“Eles permitem às crianças fumarem maconha”, afirmou Vieira. “Podem namorar aos 10 anos, mas não podem ler a Bíblia. O Brasil é um Estado laico que tem a laicidade como um princípio de proteção à fé, e não o contrário.”

No dia 23 de novembro, o MPPE vai realizar uma audiência pública com professores, gestores, alunos e demais representantes ligados à temática para debater sobre as manifestações religiosas no ambiente escolar.

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8 comentários
  1. Célia Rosana Gomes de Freitas
    Célia Rosana Gomes de Freitas

    Claro q incomodaria, escola virou espaço pra usar drogas, namorar, transar, menos pra falar de Deus.

  2. MIGUEL ALEXANDRE
    MIGUEL ALEXANDRE

    Professores depravados, odeiam a Bíblia e a família…

  3. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    SE FOSSE PARA FUMAR MACONHA E CHEIRAR…ESTARIA ÓTIMO! pROFESSORES DE M@ERDAS!

  4. Roberto Costa de Paula
    Roberto Costa de Paula

    Até 40 gramas está liberado, e aí? Se for até 40 minutos, pode?

  5. Christian
    Christian

    Não podem ler a Biblia mas em contrapartida, adoram divinizar o Che.
    Mais uma vez, quem educa estas crianças são mais vermelhos do que pimentões.

  6. Herbert Gomes Barca
    Herbert Gomes Barca

    sindicato dos professores, que piada de mau gosto

  7. Ilmen Nino
    Ilmen Nino

    Simples, aos sindicalizados que discordam da posição do SINTEPE, anunciem a desfiliação e veremos o que acontecerá ao SINTEPE

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