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Tarcísio apoia megaoperação e cobra classificação de facções como terroristas

Governadores defendem endurecimento da lei e acusam Lula de omissão na segurança pública

Tarcísio de Freitas
Tarcísio também relembrou os ataques do PCC em 2006, quando mais de 500 pessoas morreram em São Paulo Foto: Reprodução/Governo do Estado de São Paulo/Flickr

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira, 30, a ideia de que facções criminosas sejam classificadas como “terroristas”.

Tarcísio participou, de forma remota, de uma reunião no Palácio Guanabara. Durante o encontro, elogiou a megaoperação que mobilizou 2,5 mil agentes e resultou em 121 mortes nos complexos do Alemão e da Penha.

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Segundo o governador, o Rio de Janeiro “deu uma grande demonstração” de força contra o crime organizado. “Está na hora de virar o jogo contra o crime”, disse. “Não dá mais para tratar o criminoso como vítima. O criminoso faz vítimas.”

Ele lamentou a morte dos quatro policiais envolvidos na megaoperação, mas reforçou que o Estado não pode se omitir. “Toda morte acaba sendo uma derrota para nós, dói, mas não reagir seria covardia, seria rendição”.

Tarcísio também relembrou os ataques do Primeiro Comando da Capital em 2006, quando mais de 500 pessoas morreram em São Paulo. Nesse sentido, afirmou que o governo precisa enfrentar as facções como o mesmo rigor aplicado ao terrorismo.

Por fim, o governador colocou à disposição do Rio os equipamentos tecnológicos de São Paulo — como helicópteros e drones.

Governadores lançam aliança contra o crime e criticam Lula

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), liderou o encontro. Ele e seus homólogos anunciaram o “consórcio de paz”, um pacto entre Estados para compartilhar estratégias e tecnologias de segurança.

O grupo também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de omissão diante da escalada de violência. Ao mesmo tempo, criticaram a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, que conta com apoio do governo federal no Congresso.

+ Leia também: “Petro culpa ‘nazistas de Bolsonaro’ por mortes em megaoperação no Rio”

Além de Castro e Tarcísio, participaram da reunião os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Romeu Zema (Minas Gerais), Jorginho Mello (Santa Catarina), Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), e Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal.

4 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Se a extrema esquerda fizer isso , vão perder muitos eleitores.

  2. Jose Yaryd
    Jose Yaryd

    Por que o Governador do Paraná, Ratinho Junior ,não participou?

  3. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Tarcísio está é preocupado mesmo com as eleições do próximo ano.

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