TCE-SP aponta mais de 600 obras paradas no Estado

Governo estadual e prefeituras respondem por R$ 11,3 bilhões em investimentos paralisados, de acordo com relatório do órgão
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Fiscalização do TCE-SP identificou obras abandonadas em 113 cidades paulistas
Fiscalização do TCE-SP identificou obras abandonadas em 113 cidades paulistas | Foto: Reprodução

Embora tenha projetado um investimento muito maior em infraestrutura para 2022 em relação a este ano, o governo de São Paulo ainda responde por um passivo de obras paralisadas, atrasadas ou totalmente abandonadas na capital e em diversos municípios do Estado. Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) identificou 641 obras paradas — sob responsabilidade tanto do governo estadual quanto das prefeituras —, em valores que ultrapassam R$ 11,3 bilhões em recursos públicos.

Uma força-tarefa composta de 150 técnicos do órgão fiscalizou uma amostra de 140 obras do governo de João Doria (PSDB) e de administrações municipais. A ação do TCE-SP aconteceu em 113 cidades paulistas (clique aqui para ver a relação completa dos municípios e locais vistoriados) e teve como foco as áreas de saúde, educação e infraestrutura na capital, região metropolitana, interior e litoral do Estado. Os agentes realizaram vistorias sem aviso prévio e analisaram, entre outros pontos, a manutenção, a conservação e a segurança dos empreendimentos. Foi a primeira vistoria presencial do TCE-SP desde o início da pandemia de covid-19, em março do ano passado.

Como noticiado por Oeste, foram identificadas cinco obras paradas na capital paulista. A lista inclui uma rede de distribuição de água da Sabesp no bairro da Penha (zona leste), obras de expansão da Linha 17-Ouro do metrô e uma escola. Duas obras ligadas à Universidade de São Paulo (USP) também estão paralisadas: o Hospital Cotoxó, vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, e um auditório na faculdade, de responsabilidade da superintendência da USP.

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A Oeste, o governo de São Paulo limitou-se a dizer que “lançou o Pró São Paulo, um amplo pacote de obras estruturantes vitais para essa retomada, que se traduz como o maior programa de obras da história do Estado”. De acordo com a gestão estadual, “dezenas dessas obras já começaram” e “outras dezenas foram concluídas anteriormente, mesmo durante a pandemia”. Sobre as obras atrasadas de responsabilidade do Estado, a Secretaria de Logística e Transportes afirmou que era preciso “procurar a Secretaria de Comunicação (Secom)”. Contatada por Oeste inicialmente a Secom encaminhou os questionamentos da reportagem justamente para a Secretaria de Logística, que não respondeu.

Com base na fiscalização do TCE-SP, será elaborado um relatório gerencial parcial e outro, consolidado, com dados segmentados e regionalizados. Este documento será encaminhado aos chamados “conselheiros-relatores” dos processos ligados às obras fiscalizadas. O relatório com os dados gerais está disponível ao público (clique aqui). Segundo o TCE-SP, todas as prefeituras e os órgãos responsáveis do governo do Estado serão notificados “a corrigir e prestar esclarecimentos detalhados sobre cada caso”.

Veja imagens de algumas obras abandonadas no Estado de SP

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6 comentários Ver comentários

  1. O PSDB é um câncer para São Paulo, essa corja de inaptos omissos e corruptos precisa ser expurgada de vez do Governo do Estado. Não votem nessa trupe.

  2. Pois é, e o Alckmin, no qual já votei para governador, querendo voltar pindurado no lularápio.
    1ª pergunta, Alckmin: cadê as obras para a copa (faz tanto tempo que não me lembro da data).

  3. E olha que está faltando obra nesse levantamento! Não está a UBS da Vila Progresso de Jundiaí/SP. Obra da prefeitura paralisada há 6 anos, pelo menos.

  4. Será que calcinha apertada ainda pensa que fazendo propaganda vai enganar alguém? Quando a esperteza é muita pode acabar engolindo o esperto!

  5. O pior de tudo isso, sem contar com outros fatos, é a rápida degradação que essa obras apresentam por estarem expostas às intempéries de uma forma até muito agressiva. Não basta reiniciar as obras do ponto onde pararam, tem que recuperar muita coisa antes de se iniciar os serviços propriamente ditos. Em muitos casos, onde as infiltrações são muito grandes pode até ser o caso de haver demolição/reconstrução, dependendo do grau de degradação das armaduras.

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