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Testemunhas de acusação e defesa falam em 3º dia do júri da boate Kiss

Os quatro réus do processo são Elissandro Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo dos Santos e Luciano Leão

júri boate kiss

O julgamento sobre o incêndio na boate Kiss entra em seu terceiro dia nesta sexta-feira, 3. O júri acontece no Foro Central de Porto Alegre. A tragédia deixou 242 mortos e 636 vítimas em janeiro de 2013, em Santa Maria (RS).

Um júri formado por sete pessoas decidirá o destino dos acusados. Os quatro réus são Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann (sócios da Kiss) e Marcelo dos Santos e Luciano Leão (integrantes da banda Gurizada Fandangueira).

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Devem ser ouvidas hoje mais três testemunhas, duas da acusação e uma da defesa: Daniel Rodrigues da Silva e Gianderson Machado da Silva, a pedido do Ministério Público (MP-RS), e Pedrinho Antônio Bortoluzzi, requisitado pela advogada de Marcelo de Jesus, Tatiana Borsa.

As testemunhas de acusação devem ser ouvidas no período da manhã. À tarde, será a vez do interrogatório da testemunha da defesa. Ainda participará do julgamento Érico Paulus Garcia.

Na quinta-feira 2, segundo dia do júri, os sobreviventes Emanuel Pastl e Jéssica Montardo Rosado prestaram seus depoimentos. Filho de bombeiro e especialista em prevenção de incêndios, Emanuel citou elementos técnicos que, em sua avaliação, não foram cumpridos na noite da tragédia.

Jéssica, por sua vez, falou sobre a morte do irmão, que teria inalado muita fumaça ao tentar socorrer outras pessoas.

O DJ Lucas Cauduro Peranzoni, que também prestou depoimento, chorou ao ver imagens do incêndio na Kiss. Ele relatou que eram usados pela boate baldes de espumante com artefatos pirotécnicos em apresentações.

Por fim, o engenheiro Miguel Ângelo Teixeira Pedroso, contratado para um projeto pela casa noturna, disse que teria desaconselhado o uso da espuma isolante. Segundo Pedroso, um dos sócios da Kiss, Elissando Spohr, havia feito o pedido para a utilização do equipamento.

“Só um leigo e ignorante na área poderia achar que espuma fosse conveniente dentro de uma boate”, afirmou.

O julgamento

As sessões do júri vão acontecer todos os dias, com início às 9 horas, no Foro Central de Porto Alegre. As atividades se estenderão, inclusive, aos finais de semana, até por volta das 23 horas. A expectativa do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) é que o julgamento dure pelo menos duas semanas.

A pedido dos réus, o julgamento do caso do incêndio na boate Kiss foi transferido de Santa Maria para Porto Alegre. Eles argumentaram que o clima na cidade poderia afetar a imparcialidade do júri.

Com informações do G1

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