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Três Estados e DF decretam emergência por causa da dengue

País já registrou mais de 345 mil possíveis casos de arboviroses neste ano

Argentina bate recorde de casos de dengue
O público que receberá a vacina, em 2024, serão  crianças e adolescentes de 10 a 14 anos | Foto: Flickr/Reprodução

Até a tarde da segunda-feira 5, o Brasil tinha registros de mais de 345 mil possíveis casos de dengue, com 36 mortes e 234 óbitos em investigação. Diante do crescente número de casos, o Distrito Federal e três Estados decretaram situação de emergência: Acre, Minas Gerais e Goiás. 

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Além dos Estados, as cidades do Rio de Janeiro e de Oiapoque (AP) também declararam situação de emergência.

Os decretos incluem as arboviroses mais comuns em ambientes urbanos: chikungunya e zika, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

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Para tentar conter o impacto da endemia no país, o Ministério da Saúde vai definir, nesta semana, o calendário de vacinação contra a dengue, de acordo com a ministra Nísia Trindade. 

Critérios para o recebimento da vacina

A pasta acordou com as Secretarias de Saúde de Estados e municípios os critérios para a definição dos municípios que vão receber as doses, seguindo as recomendações da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) e da OMS. 

As vacinas seguem para as regiões com municípios de grande porte e com alta transmissão nos últimos dez anos. A população desses locais também precisa ser igual ou maior a 100 mil habitantes, considerando-se ainda as altas taxas nos últimos meses.

O público, em 2024, serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue. Os idosos estão entre os grupos que ainda não têm liberação pela Anvisa para receber os imunizantes.

Leia mais: “MBL sugere chamar Lula de ‘genocida’ por mortes em decorrência da dengue”

De acordo com o esquema implementado pelo Ministério da Saúde, receberão as doses das vacinas municípios dos seguintes Estados, além do Distrito Federal:

  • Acre;
  • Amazonas;
  • Bahia;
  • Espírito Santo;
  • Goiás;
  • Maranhão;
  • Minas Gerais;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Paraíba;
  • Paraná;
  • Rio de Janeiro;
  • Rio Grande do Norte; 
  • Roraima; 
  • Santa Catarina;
  • São Paulo; e Tocantins.
  • Estratégia do Ministério da Saúde

‘Vacina não oferece resposta’

De acordo com Nísia Trindade, neste momento, a vacina não oferece uma resposta para a situação atual. Segundo ela, o motivo é o intervalo de três meses necessário para a aplicação das duas doses.

covid-19 Nísia Trindade piso da enfermagem
Nísia Trindade, ministra da Saúde | Foto: Divulgação/Agência Brasil

“A vacina é muito importante, mas será uma estratégia progressiva para ter o impacto que a gente espera, de controlar a dengue e, no futuro, não ter mais a doença como um problema tão importante de saúde pública”, explicou a ministra, garantindo que “a vacina eficaz e segura, mas terá de ter uma ampliação”.

Nísia conta que, em paralelo à aplicação da vacina, o Ministério da Saúde fará pesquisas em alguns locais para acompanhar a efetividade da imunização.

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4 comentários
  1. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Incompetência do Ministério da Saúde e seus comandantes.

  2. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Cadê as vacinas contra a dengue? Esse desgoverno está mandando as vacinas para algumas cidades e dessa forma está escolhendo quem vive ou morre de dengue.

  3. Ernesto Quast
    Ernesto Quast

    É certo que os casos de dengue aumentarão de forma exponencial. Quanto mais casos, mais mosquitos transmissores infectados. É uma doença que só se previne, ou chora. Felizmente consegui vacinar toda a família contra a dengue, duas doses. Baixa eficácia, mas superior ao da Coronavac. Infelizmente no desgoverno que passamos, além do aumento direto dos impostos, temos que recursos próprios para a saúde, educação, pedágios etc. O que incomoda são movimentos políticos com narrativas. Do que adianta querer chamar de genocida? Vai trabalhar! Representantes, façam leis que não possam ser interpretadas de forma criativa pelos iluministros. Cassem mandatos, prevejam “recall” da eleição presidencial. Tantas coisas a fazer, tão pouca gente boa envolvida na política, com raros e excelentes exceções!

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