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A Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidiu reservar 3% das vagas do vestibular de 2027 para candidatos que se identificam como trans, medida aprovada pelo Conselho Universitário em reunião em Curitiba. A proposta foi apresentada pela Reitoria e pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade.
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) reservará 3% das vagas do vestibular para candidatos que se identificam como trans a partir do processo seletivo para ingresso em 2027. A política valerá para todos os cursos, turnos e campus da instituição.
A medida foi aprovada pelo Conselho Universitário da UFPR, em reunião realizada nesta semana, em Curitiba. A proposta foi apresentada pela Reitoria, em conjunto com a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade.
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Segundo a vice-reitora da universidade, Camila Fachin, a reserva de vagas busca “reparar desigualdades históricas enfrentadas pela população trans no acesso ao ensino superior”.
“É importante dizer que a justificativa é uma reparação histórica, porque essa população é bastante marginalizada e tem grande dificuldade de acessar o ensino superior”, afirmou.
Vice-reitora que quer implementar cotas para trans é filha de presidente do STF

Camila também citou um estudo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) segundo o qual apenas entre 0,2% e 0,3% da população trans consegue ingressar no ensino superior.
“É muito importante que políticas assim existam para que essas pessoas possam ter acesso ao ensino superior”, disse. A reserva de vagas passa a integrar a política de ações afirmativas da universidade e será aplicada já no vestibular destinado ao ingresso de novos estudantes em 2027.
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Camila Fachin é filha do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Sua irmã, Melina Girardi Fachin, também é docente na universidade.
Metade das vagas de cada curso da UFPR já é destinada a estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas, com subdivisões para candidatos de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
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