USP inaugura laboratório para estudos de fenômenos paranormais

Universidade diz que Laboratório do Impossível será dedicado ao desenvolvimento do pensamento crítico e à discussão sobre a relação entre ciência e crenças

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Inauguração do Laboratório do Impossível, em 14 de dezembro
Inauguração do Laboratório do Impossível, em 14 de dezembro | Foto: Divulgação/USP

Um laboratório diferente foi inaugurado em 14 dezembro pela Universidade de São Paulo (USP), para fomentar estudos sobre a influência de fenômenos considerados impossíveis ou sobrenaturais e a sua relação com as crenças e o conhecimento científico.

O Laboratório do Impossível, localizado na Cidade Universitária, abrigará parte das atividades realizadas pelo Laboratório de Estudos Psicossociais Crença, Subjetividade, Cultura & Saúde (InterPsi), do Instituto de Psicologia da USP. Segundo o coordenador do InterPsi, Wellington Zangari, a ideia é que o espaço, que teve suas instalações totalmente reformadas recentemente, seja dedicado à realização de atividades de extensão, para promover o diálogo entre a arte mágica e a ciência.

As atividades do laboratório serão desenvolvidas especificamente para estudantes do ensino fundamental e médio, principalmente de escolas públicas. A intenção é aproximar crianças e adolescentes da ciência e da universidade.

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Museu

Além do Laboratório do Impossível, o espaço também contará com mais dois ambientes: o Museu da Crença e da Cultura da Paz, que exibirá artefatos ligados a crenças, práticas e experiências religiosas, esotéricas, paranormais, anômalas e pseudocientíficas; e a Biblioteca Quevedo-Cobêro, que receberá o acervo do Centro Latino-Americano de Parapsicologia (Clap), fundado pelo Padre Quevedo, famoso parapsicólogo que reuniu, ao longo de quatro décadas, uma coleção composta de cerca de 15 mil itens sobre o tema.

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13 comentários Ver comentários

  1. se a USP quiser mesmo levar esse assunto minimamente a sério precisa convidar o pessoal da Federação Espírita Brasileira para participar ou mesmo orientar as pesquisas, e não se importar com a verborragia compulsiva do Padre Quevedo que sempre foi um simples garoto propaganda da Igreja Católica e negacionista (“isso non ecziste”) de fenômenos paranormais.

  2. Mais uma manobra materialista para tentar deletar a fé de jovens e crianças. Padre Quevedo era um materialista e impostor contratado pela Igreja, que tentou prejudicar o Espiritismo. Não conseguiu. O aspecto espiritual do ser humano é o que os globalistas atacam. A física quântica, a das sub partículas, física chamada moderna, já comprovou a influência da consciência sobre a matéria. Isso é ciência. Max Planck, pai dessa física moderna afirmou em 1947, na Alemanha, para um grupo dos melhores físicos “ depois de uma vida de pesquisas e experimentos, devo dizer que existe uma força inteligente e consciente que subjaz a matéria “ (o ESPÍRITO) . Se quiserem mais, contatem que eu explico a verdadeira relação entre ciência e espiritualidade. Dalton Telli.

  3. Quem conhece o ambiente universitário sabe muito bem o que vai sair daí: um novo ecosistema de parasitas para drenar o sangue do contribuinte. De iniciação “científica” até pós-doutorado no exterior. Na prática, abre-se mais um caminho para obter recursos públicos, legalmente, para sustentar a militância. É o que as nossas Universidades públicas sabem fazer melhor. Não chegamos até aqui por acaso.

  4. Padre Quevedo demonizou todas as práticas mediunicas, passou a vida negando toda e qualquer atividade paranormal, seus estudos tinham só esse objetivo. Se a USP o tiver como um cientista sério e referência começou muito mal com esse laboratório e prestará um péssimo serviço.

  5. USP lança laboratório-chamariz para atrair estudantes. Esta deveria ser a manchete. O resultado prático é que vai produzir lixo científico. Essa ideia é mais velha do que a USP. Um dos mais conhecidos psicanalistas que tentaram isso foi Wilhelm Reich, que acabou preso e morreu louco.

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