Em 1979 os aiatolás tomaram o poder no Irã e desencadearam uma feroz repressão a quem quer que não os apoiasse. Estudantes a serviço do novo regime cercaram a embaixada dos EUA e fizeram 56 reféns, que mantiveram prisioneiros por 444 dias.
Mas um grupo de seis desses funcionários conseguiu escapar e se refugiou na casa do embaixador do Canadá. Um funcionário da CIA chamado Tony Mendez criou um plano para traze-los de volta para casa. Foi um plano maluco, quase suicida. Ele inventou que uma equipe de cineastas ia filmar uma ficção científica chamada “Argo” em pleno Irã, no meio dessa situação explosiva. O mais espantoso é que essa história é real. E que o plano deu certo.
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Ben Affleck foi muito feliz neste filme de 2012, que ele estrelou e dirigiu (com roteiro de Chris Terrio, baseado nas memórias de Tony Mendez). A reconstituição do ataque à embaixada americana é muito bem feita e o suspense é forte. Muito boa também é a produção do material – poster, objetos de cena, figurinos – do filme-dentro-do-filme “Argo”, uma ficção científica de baixo nível. o que deixa o plano da CIA ainda mais divertido. O elenco, predominantemente masculino, também é muito bem escolhido – Bryan Craston, Alan Arkin, John Goodman, Victor Garber, Kyle Chandler, além do próprio Affleck.
A ditadura iraniana contratou um advogado esquerdista na França para acusar Ben Affleck de “crimes de guerra” por realizar um filme que teoricamente serviria para “abrir o caminho para uma intervenção americana”. O juiz francês leu a acusação e imediatamente declarou que era sem fundamento. Mesmo assim o filme faz uma concessão: não inicia mostrando “muçulmanos enlouquecidos cercando a embaixada”, mas procura dar uma perspectiva histórica criticando o regime anterior, apoiado pelos EUA.
Argo está disponível pela Netflix.
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