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Cultura

Dicionário Cambridge elege 'parassocial' como a palavra do ano em 2025

A escolha reflete mudanças recentes no modo como o público se relaciona com figuras públicas

Parassocial Cambridge
Cambridge I Foto: Flickr/pauluk1234

O Dicionário Cambridge escolheu “parassocial” como a Palavra do Ano de 2025. O termo descreve vínculos unilaterais, em que uma pessoa sente intimidade com alguém que não a conhece — como celebridades, influenciadores e até chatbots de inteligência artificial.

Segundo a instituição britânica, a palavra gerou muito interesse neste ano, acompanhando debates sobre comportamento on-line e a popularização dos criadores de conteúdo.

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De acordo com o Cambridge, a escolha reflete mudanças recentes no modo como o público se relaciona com figuras públicas. Para linguistas, a aparente proximidade criada por vídeos, transmissões ao vivo e podcasts reforça a sensação de convivência contínua, o que afeta a percepção de intimidade de milhões de usuários.

A era da conexão parassocial

O Dicionário Cambridge destaca que a expansão das redes sociais e a cultura do fandom ampliaram o alcance das relações parassociais. Um estudo da University of California mostra, até, que este tipo de vínculo já é usado como estratégia de marketing por influenciadores e marcas.

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O fenômeno também ganha força através de podcasts, em que a espontaneidade e o tom pessoal dos apresentadores criam a impressão de amizade, mesmo sem reciprocidade. Mas, segundo o Cambridge, foi o avanço da inteligência artificial que levou o debate a outro nível: alguns usuários passaram a tratar chatbots como confidentes ou parceiros românticos, o que levanta alertas sobre dependência emocional e privacidade.

Para Colin McIntosh, do Dicionário Cambridge, o termo “captura o espírito de 2025”, e deixou de ser restrito ao meio acadêmico. A instituição também destacou os termos “conteúdo de baixa qualidade”, “pseudonimização” e “transformar em meme”.

O conceito de “parassocial”, no entanto, é antigo. A instituição afirma que a ideia foi formulada em 1956, pelos sociólogos Donald Horton e Richard Wohl, da Universidade de Chicago. Eles identificaram que muitos telespectadores desenvolviam sensação de proximidade com apresentadores de TV, vistos quase como conhecidos entre as famílias à época.

Leia também: “Três delírios da COP30”, reportagem publicada na Edição 297 da Revista Oeste

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