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Curiosidades

Morre Marlos Nobre, maestro e compositor da música erudita brasileira

Artista pernambucano foi pioneiro ao reger a Royal Philharmonic Orchestra de Londres, em 1990

Maestro Marlos Nobre ao receber a Ordem do Mérito Cultural, em 2013
Maestro Marlos Nobre ao receber a Ordem do Mérito Cultural, em 2013 | Foto: Divulgação/Wikipedia Commons

O maestro e compositor Marlos Nobre morreu na última segunda-feira, 2, aos 85 anos. Um dos grandes nomes da música erudita brasileira, o artista pernambucano foi pioneiro ao reger a Royal Philharmonic Orchestra, de Londres, em 1990.

Sua viúva, Maria Luiza Nobre, confirmou a notícia à Folha de S.Paulo, mas não informou a causa do falecimento.

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Durante sua carreira, Nobre criou cerca de 250 composições. Ele adotou uma abordagem que combinava politonalidade (superposição de várias tonalidades numa mesma música) e atonalidade (conjunto de configurações melódicas e harmônicas atonais) com elementos da música popular brasileira.

Sua obra Concertino para Piano e Orquestra de Cordas, de 1959, recebeu menção honrosa no Concurso de Música e Músicos do Brasil, promovido pela Rádio MEC.

Neste vídeo, que Nobre compartilhou em seu canal no YouTube, é possível ver uma das suas memoráveis apresentações pelo mundo. Dessa vez, ele tocou com a Simon Bolívar Symphony Orchestra, em 2008, no Teatro Teresa Carreño, em Caracas (Venezuela):

Contribuições de Marlos Nobre para o cinema

Algumas das obras de Marlos Nobre estiveram em trilhas sonoras de filmes do cinema novo, como O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha, e Os Inconfidentes, de Joaquim Pedro de Andrade.

Natural do Recife, o artista nasceu em fevereiro de 1939 e iniciou seus estudos no Conservatório Pernambucano de Música com apenas 5 anos. Ele concluiu sua formação em piano e teoria musical em 1955 e estudou composição com H. J. Koellreutter e Camargo Guarnieri.

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Posteriormente, ampliou seus conhecimentos com mestres como Alexandre Goehr e Günther Schüller, no Berkshire Music Center, nos Estados Unidos, e colaborou com Leonard Bernstein.

Entre as maiores conquistas da sua carreira estão a Bolsa Guggenheim, o Prêmio Tomás Luís de Victoria da Sociedade Geral de Autores e Editores da Espanha e a Ordem do Mérito Cultural do Brasil.

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