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Museu de Arte Sacra de SP faz exposição de candomblé

O MAS foi fundado por Frei Galvão, o primeiro brasileiro a ser canonizado pela Igreja Católica

Museu de Arte Sacra de São Paulo inaugura exposição sobre Candomblé
Museu de Arte Sacra de São Paulo | Foto: Reprodução/X

A Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP) promove, entre 4 de outubro e 23 de novembro, sua primeira exposição focada em uma religião de matriz africana. A mostra visa a celebrar os 75 anos do Axé Ilê Obá, terreiro criado em 1950 por Pai Caio de Xangô, reconhecido por atuar no combate ao racismo religioso e na proteção de tradições afro-brasileiras.

O Axé Ilê Obá detém o título de primeira casa de candomblé oficialmente protegida pelo patrimônio paulista. O terreiro foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo em 1990 e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental em 1992.

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O Axé Ilê Obá surge “não apenas como um patrimônio cultural, mas como um terreiro vivo, que resiste e se reinventa”, diz a curadoria do evento. A exposição destaca o enfrentamento dos terreiros diante de episódios de intolerância e violência, como o confisco e a transferência inadequada de objetos sagrados, frequentemente retirados de seu contexto e significado original.

Museu de Arte Sacra é uma instituição da Igreja Católica

A mostra está disponível ao público na Sala MAS Metrô Tiradentes, localizada dentro da Estação Tiradentes, na Linha 1–Azul do Metrô. O espaço é uma divisão do Museu de Arte Sacra, instalado no Mosteiro da Luz, instituição da Igreja Católica.

O MAS-SP foi oficialmente reconhecido em 1970, por meio de um convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo. Entretanto, a construção do acervo começou em 1907, quando o arcebispo Dom Duarte Leopoldo e Silva iniciou o recolhimento de imagens sacras de igrejas e capelas que estavam sendo demolidas.

Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro brasileiro canonizado pela Igreja Católica, projetou e supervisionou a construção, em 1774, do Mosteiro da Luz, que abriga atualmente o museu. O papa Bento XVI canonizou Frei Galvão em 2007.

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2 comentários
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Sacrilégio,nada a ver com catolicismo mas com culto pagão.

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