A nova sensação do gênero R&B é a cantora Sienna Rose. Ela já conseguiu três milhões de ouvintes só no streaming do Spotify. Segundo matéria do jornal britanico The Times, SIenna já emplacou três de suas canções na lista “Viral 50-USA” da Spotify. Seu maior sucesso, “Into the Blue”, já foi ouvido mais de cinco milhões de vezes.
Sienna Rose muito provavelmente não existe. Vários sinais indicam que ela foi criada com recursos de inteligência artificial, como outros “artistas” que surgem de repente e, muitas vezes, fazem sucesso. A banda Velvet Sundown é assumidamente IA. Recentemente escrevemos sobre os espanhóis do Par Odiando e seu sucesso “Rojos de Mierda”. Igualmente artificiais.
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O sucesso de Sienna Rose incomodou os puristas. O compositor Michael Price sugeriu um mecanismo de rejeição às criações de IA dentro do streaming. Chamou a audição de Sienna Rose “quase doentia. Você perde a conexão humana mais profunda”.
Essa reação leva a uma reflexão sobre os rumos da cultura. Quem ouve Sienna Rose sente prazer? Sua música nos transmite boas sensações? Então, por que não? De outro lado, por que tanto lixo musical produzido por autênticos humanos merece mais respeito do que sai de um computador?
Esse debate lembra o que aconteceu durante os anos 1980, quando intrumentos como a bateria passaram a ser substituídos por sintetizadores. “Esse baterista é real ou é máquina?” era a grande questão da época. Se fosse “máquina” mereceria o desprezo dos iluminados. Com o tempo esse debate acabou.
O desprezo pela música produzida com IA um dia vai acabar também. Essa reação dos puristas e dos músicos “sindicalistas” vai desaparecer com o tempo. E curtiremos boa música, seja lá como tenha sido criada.
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