publicidade
Cultura

Succession continua a provocar ondas

18 dias depois do seu final, a série virou unanimidade

Imagem: divulgação HBO

A imprensa internacional, blogs, podcasts, redes sociais — todo mundo continua a falar do glorioso final de Succession, que aconteceu no dia 28 de maio. A série já foi comparada a peças de William Shakespeare. E, ao contrário do que aconteceu com o fiasco no final de Game of Thrones, soube como terminar no auge.

Succession, como o título diz, conta a história da sucessão de uma fictícia megacorporação de mídia, a Waystar Royco. Seu patriarca, Roy Logan (Brian Cox), com um patrimônio calculado em US$ 18 bilhões, começa a série no seu 80° aniversário, mostrando sinais de degradação de saúde. É preciso passar a liderança para um de seus quatro filhos.

Receba nossas atualizações

O problema é que eles todos são mimados e perdidos. Kendall (Jeremy Strong) se acha o herdeiro natural, mas é uma fábrica permanente de decisões equivocadas. Shiv (Sarah Snook) não consegue focar uma opção. Roman (Kieran Culkin) é um pervertido obcecado com o ato de se masturbar. Connor (Alan Ruck) não quer saber de negócios e persegue uma fracassada carreira como candidato a presidente dos Estados Unidos.

A família Logan (Imagem: divulgação HBO)

O poder de Succession, criado por Jesse Armstrong, está no perfil psicológico dos herdeiros. Todos estão conectados pela busca do poder dentro da empresa, mas o patriarca, Roy, não confia em nenhum deles. E, como em Game of Thrones, a luta pelo poder é decidida nos últimos minutos de uma série que durou quatro temporadas — todas disponíveis na HBO.

Outro elogio necessário: Succession flertou com um certo esquerdismo anti-Donald Trump, mas não mergulhou nele. Deixou claro que ser rico não é necessariamente um problema. O problema é ser um rico idiota como os filhos de Roy. E ainda criou uma cena inesquecível com o Kendall, que se achava um campeão das causas sociais e fã de rappers “revolucionários”:

Fonte: HBO

Se você estiver na dúvida sobre a qual série assistir, Succession é uma garantia de qualidade dramatúrgica do primeiro ao último episódio. Em pouco tempo a gente se acostuma com o jeito como os personagens se comunicam, em frases que não terminam, pois estão todos com medo de dizer algo errado. A produção é classe AA — cenários fabulosos, viagens de luxo, sinais explícitos de riqueza. Afinal, como dizia o carnavalesco Joãozinho Trinta, quem gosta de miséria é intelectual.

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. José Camargo
    José Camargo

    Vida de rico nunca deu boas histórias.A contribuição dos ricos para a alta literatura é praticamente zero.Agora, o que me incomoda mesmo é a carência do campo mais a direita ou conservador: “Outro elogio necessário: Succession flertou com um certo esquerdismo anti-Donald Trump, mas não mergulhou nele.”

  2. Marcelo De P. Santos
    Marcelo De P. Santos

    Ta faltando revisor de texto?
    Se me pagarem bem, faço a revisão: Afinal, como dizia o carnavalesco Joãozinho Trinta, quem gosta é miséria é intelectual.

  3. Marcelo De P. Santos
    Marcelo De P. Santos

    Essa parte tá invertida: Kieran (Roman).
    Precisa arrumar!

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade