O novo Superman (2025, disponível pelo Max) tem a marca do diretor e roteirista James Gunn: um filme de super-herói com senso de humor às vezes quase infantil. Gunn é o nome por trás dos filmes Guardiães da Galáxia, Suicide Squad e da série Peacemaker.
Seu Superman varia da leveza absoluta (como as cenas com o super cão Krypto) a cenas pesadas de crueldade e tortura. O novo ator a vestir a capa vermelha, David Corenswet, tem um jeito de garotão atrapalhado que o aproxima do Peter Parker de Homem Aranha. Curiosamente homem mais poderoso do mundo apanha muito durante o filme inteiro e passa um bom tempo deitado, gemendo.
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A nova Lois Lane é Rachel Brosnahan, uma repórter obsessiva a serviço do planeta diário. E o novo Lex Luthor (Nicholas Hoult) é o que já conhecemos: cruel, pusilânime, obcecado, inescrupuloso e careca. Como quase sempre acontece nas últimas safras de Hollywood, sua “corporação” é a vilã da história. Corporações são os bandidos da hora.
Mesmo sendo um reboot, Superman não começa mostrando a origem do herói. Essa história é contada aos poucos e de forma fragmentada. A base do roteiro é a ligação entre Luthor e o ditador de um país imaginário. Nada muito sofisticado para que os mais jovens não se percam.
Tecnicamente, o filme impressiona. James Gunn coloca as cenas de ação em close, envolvendo o espectador. E usa também a estética do selfie, já que o mundo é regido por redes sociais e o Planeta Diário virou uma mídia digital. Seus jornalistas não publicam, postam.
A continuação já está sendo produzida.
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