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Curiosidades

Anvisa libera Mounjaro para adolescentes com diabetes tipo 2

Autorização amplia uso e inclui público de 10 a 17 anos

EMS planeja lançar a versão nacional da semaglutida | Foto: Reprodução
Mounjaro poderá ser usado como tratamento alternativo em crianças e adolescentes | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da tirzepatida, comercializada como Mounjaro, no tratamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos. O medicamento já tinha indicação para adultos e para controle de peso em situações específicas.

Com a decisão, o Mounjaro se torna o primeiro fármaco da classe dos agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 liberado para uso pediátrico no Brasil. A substância atua no controle da glicose e do apetite, com impacto na redução do açúcar no sangue.

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Estudo clínico embasou decisão da Anvisa

A agência considerou um estudo clínico internacional de fase 3 publicado na revista The Lancet para autorizar a ampliação do uso. Os dados indicaram eficácia e segurança em linha com o observado em adultos.

Com a liberação, médicos podem avaliar a tirzepatida em casos em que outras terapias não conseguem controlar a glicemia. O tratamento exige acompanhamento individualizado, já que envolve pacientes em fase de desenvolvimento.

Anvisa
Em 13 de abril, a Anvisa negou o registro de três canetas emagracedoras | Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

No Brasil, cerca de 213 mil adolescentes convivem com a doença, além de mais de 1,4 milhão em condição de pré-diabetes. Entre os efeitos adversos mais comuns, aparecem sintomas gastrointestinais, como náusea, diarreia e vômito, em geral leves a moderados e mais frequentes no início do tratamento.

A Anvisa também intensificou a fiscalização sobre canetas emagrecedoras sem registro. Em 2025, a agência apreendeu quase 33 mil unidades. No Aeroporto de Viracopos (SP), fiscais localizaram cerca de 1 tonelada de insumos irregulares desde janeiro.

O foco recai sobre produtos vindos do Paraguai, que chegam ao consumidor com menor custo, mas sem garantia de segurança, qualidade e eficácia. A agência identificou falsificações e itens de baixa qualidade.

Desde 6 de abril, a Anvisa propõe endurecer o controle sobre ingredientes farmacêuticos importados usados por farmácias de manipulação.

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