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Anvisa proíbe glitters da Morello por conter material plástico  

Agência determinou o recolhimento imediato dos itens e alertou para o risco à saúde do consumidor

Morello
Com a resolução, a Morello deve retirar os produtos do mercado | Foto: Reprodução/doces_morello/Instagram

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira, 16, a fabricação, a distribuição, a comercialização e o uso de glitters e folhas de ouro da marca Morello voltados à decoração culinária.

O parecer ocorreu depois que análises identificaram a presença de polímeros plásticos. A legislação brasileira proíbe essas substâncias em alimentos.

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A suspensão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução-RE nº 156, assinada pela Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da agência.

A medida atinge todos os lotes das “Folhas de Ouro para Decoração” e dos “Pós/Brilhos (glitters) para Decoração”, em todas as cores. A 3JG Indústria e Comércio de Artigos para Confeitagem Ltda. fabrica os produtos.

O órgão informou que a empresa promoveu os itens em redes sociais e sites de comércio eletrônico com linguagem ambígua e sugeriu o uso direto em alimentos.

Com a resolução, a Morello deve retirar os produtos do mercado. Estabelecimentos de confeitaria e consumidores não podem utilizá-los em alimentos.

A Anvisa ressaltou que a ingestão de plásticos contraria o Decreto-Lei nº 986, de 1969, que estabelece as normas básicas sobre alimentos no Brasil.

Anvisa já havia suspendido outras marcas de glitter em novembro

Em novembro, a Anvisa já havia suspendido a fabricação, a venda, a distribuição e o uso de glitters de quatro marcas que apresentavam materiais plásticos na composição.

As suspensões atingiram as marcas Glitz, Jeni e Joni, Iceberg Chef e Jady Confeitos. Segundo o órgão, as empresas promoveram os produtos como ingredientes alimentares em sites oficiais e plataformas de e-commerce, mesmo contendo materiais proibidos.

+ Leia também: “Anvisa aprova novo medicamento contra o Alzheimer”

Em um dos casos, a Anvisa também identificou a presença de um composto descrito como “metal de transição laminado atômico 99”, isto é, Einstênio.

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