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Curiosidades

Anvisa suspende venda de medicamentos de marcas próprias da Raia Drogasil

Agência aponta falhas de autorização e determina retirada de remédios Needs e Bwell do mercado em todo o país

RD Saúde, que em março de 2024 unificou as bandeiras Raia e Drogasil sob uma única marca: 3 mil filiais no Brasil | Foto: Divulgação/RD Saúde
RD Saúde, que em março de 2024 unificou as bandeiras Raia e Drogasil sob uma única marca: 3 mil filiais no Brasil | Foto: Divulgação/RD Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda e da propaganda de medicamentos das marcas Needs e Bwell, ligadas ao grupo RD Saúde, controlador das redes Raia e Drogasil. A decisão tem efeito imediato e vale para todo o território nacional.

Segundo a Anvisa, a medida alcança apenas produtos classificados como medicamentos. Assim, itens como cosméticos, produtos de higiene, vitaminas e suplementos dessas marcas seguem livres para comercialização.

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Anvisa: questão sanitária

A agência afirma que identificou irregularidades relacionadas à autorização para fabricação, exigência legal para a produção e a oferta de medicamentos no país. Diante disso, proibiu a venda em lojas físicas, plataformas digitais e qualquer forma de divulgação publicitária.

Além disso, a determinação se estende a pessoas físicas e jurídicas que comercializem ou promovam os produtos atingidos. O objetivo, segundo a Anvisa, é impedir a circulação de medicamentos que não atendam integralmente às normas sanitárias.

Rede diz que vai à Justiça

Em resposta, a RD Saúde informou que não atua como indústria farmacêutica. A empresa sustenta que os medicamentos das marcas Needs e Bwell são produzidos por fabricantes terceirizados, devidamente licenciados e com registros regulares junto à própria Anvisa. Por isso, anunciou que vai recorrer da decisão na esfera administrativa.

A companhia também afirmou que colabora com as autoridades e que pretende apresentar documentos para comprovar a regularidade dos processos adotados. Enquanto isso, os medicamentos seguem fora das prateleiras.

Leia também: “Anestesia geral”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 301 da Revista Oeste

Especialistas destacam que a decisão reforça o rigor da fiscalização sanitária sobre marcas próprias no varejo farmacêutico. O entendimento da Anvisa é que a cadeia de produção e comercialização precisa cumprir, sem exceções, as regras previstas em lei.

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