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Curiosidades

Anvisa tenta conter explosão de canetas irregulares e aperta fiscalização

Alta nas apreensões expõe avanço do mercado ilegal e pressiona atuação do órgão

Anvisa orienta consumidores a adquirir medicamentos apenas em estabelecimentos legalizados, na embalagem original e com nota fiscal | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Anvisa apresentou proposta para endurecer controle sobre ingredientes no início de abril | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou o cerco contra canetas emagrecedoras sem registro diante do aumento expressivo na circulação desses produtos. 

Dados da Receita Federal mostram que o órgão apreendeu quase 33 mil unidades em 2025, contra 2,7 mil no ano anterior. Em Viracopos (SP), fiscais localizaram cerca de uma tonelada de insumos irregulares desde janeiro.

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A ofensiva mira dois focos: produtos vindos do Paraguai e preparações fora dos padrões sanitários em farmácias de manipulação. Esse mercado cresce fora do controle aplicado a medicamentos regularizados, como Ozempic (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida).

Sem registro, esses itens chegam ao consumidor com menor custo, mas sem garantia de segurança, qualidade e eficácia. A Anvisa identificou falsificações e produtos de baixa qualidade. O presidente do órgão, Leandro Safatle, afirmou que o uso dessas versões expõe a população a riscos.

EMS planeja lançar a versão nacional da semaglutida | Foto: Reprodução
Anvisa reforça fiscalização sobre canetas emagrecedoras feitas em farmácias de manipulação | Foto: Reprodução/Redes sociais

No dia 6 de abril, a agência apresentou proposta para endurecer o controle sobre o ingrediente farmacêutico importado usado por farmácias de manipulação. A medida exige insumos de fabricantes com Certificado de Boas Práticas de Fabricação, obtido por meio de inspeção. A votação deve ocorrer no fim de abril.

Pressão aumenta com avanço do mercado paralelo

A Anvisa reforçou a exigência de prescrição individual para manipulação. Fiscalizações identificaram produção em larga escala destinada à venda em clínicas, o que contraria as regras sanitárias.

A Polícia Federal conduz investigações sobre o setor. Em novembro de 2025, agentes apreenderam carros, avião, embalagens e medicamentos. No início de abril, a corporação cumpriu mandados em 12 Estados.

Entidades médicas defenderam a proibição total da venda dessas canetas por farmácias de manipulação, sob argumento de risco sanitário. A Anvisa afirma que a legislação permite a atividade, mas reconhece a necessidade de ajustar normas.

No dia 14 de abril, o órgão proibiu a venda e o uso das marcas Gluconex e Tirzedral, de origem paraguaia. A decisão impede a importação, inclusive para uso pessoal.

A comercialização desses produtos recebe impulso de influenciadores e ações de marketing. O laboratório paraguaio Catedral lançou o Tirzedral no fim de março, em evento com show do cantor Zé Felipe.

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