O último trabalho de Ozzy Osbourne, morto em julho deste ano, acaba de ser publicado no exterior. Intitulado Last Rites (Últimos Ritos, em tradução livre), o livro aborda os 15 últimos anos da vida do roqueiro. Apesar do título, o cantor anunciou a autobiografia 12 dias antes de morrer.
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A obra ainda não foi lançada no Brasil, mas deve chegar ao país no próximo semestre. A editora Belas Letras, especializada em música, será responsável pela tradução e publicação. Já a versão em inglês está disponível em formato físico e digital, com revelações sobre os últimos momentos de Ozzy.
Ozzy ainda lutava contra o vício
Além de detalhar o último show do Black Sabbath, Last Rites oferece um retrato dos desafios finais do músico. O livro mantém o mesmo tom ácido e honesto de sua autobiografia anterior, Eu Sou Ozzy, publicada em 2009. Nesta nova obra, o roqueiro revela que, aos 70 anos, ainda enfrentava problemas com drogas e álcool.
“Ser um viciado é como carregar uma bomba inativada que você nunca consegue largar”, escreveu Ozzy. “Suo frio e tremo quando penso no que fiz no mundo ébrio.” Ele cita, por exemplo, um episódio em que estrangulou sua mulher, a empresária Sharon Osbourne. “Ainda não sei como estou aqui”, refletiu, aos 76 anos.
O livro também mostra um lado mais leve de Ozzy — sua convivência com a família, o amor pela música e a admiração por artistas como Prince e Peter Gabriel. Ele também fala sobre sua relação com nomes icônicos do rock, como Lemmy Kilmister, fundador do Motörhead.
Cantor queria lançar novo disco
O capítulo final de Last Rites, intitulado Melhor é impossível, foi escrito em 17 dias, entre o último show do Sabbath e sua morte. Nesse trecho, Ozzy revela que trabalhava em novas canções. “Embora eu não vá mais me apresentar, já tenho ideia para um novo disco”, escreveu.
Apesar da declaração, ainda não se sabe se Ozzy gravou novo material ou se haverá outro lançamento póstumo em seu nome. Além do livro, sua família lançou o documentário Ozzy Osbourne: No Escape From Now, disponível na Paramount+. Ele serve como um complemento audiovisual do livro e já está disponível no Brasil.
Saúde debilitada
No último capítulo, Ozzy revelou que sofria de um problema cardíaco grave. Ele contou ter contraído uma infecção durante uma cirurgia na coluna feita dois anos antes. A sepse causou uma arritmia e deixou uma válvula cardíaca “80% bloqueada”, segundo ele.
O roqueiro também enfrentava complicações do Parkinson, doença que agravou ainda mais o seu estado de saúde. Em agosto, autoridades confirmaram que Ozzy morreu de um ataque cardíaco.
Mesmo debilitado e ciente de que a morte estava próxima de “cobrar seu preço”, o vocalista pioneiro do heavy metal não queria parar. “Não estou pronto para ir a lugar algum”, afirmou. “Quero estar aqui com a minha família.”
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