No último fim de semana, notícias em portais e mensagens postadas nas redes sociais relacionaram os nomes do ator norte-americano Jim Caviezel e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Não para menos, pois o artista será o protagonista de Dark Horse. O filme visa a retratar a trajetória política do ex-chefe de Estado do Brasil.
SAIU O PRIMEIRO TEASER COM MUITAS CENAS DO FILME DO BOLSONARO 🇧🇷🇧🇷🇧🇷
Esse é o primeiro clipe de The Dark Horse, filme onde Jim Caviezel (o Jesus de A Paixão de Cristo) interpreta nosso Presidente Jair Bolsonaro
Produção e roteiro de @mfriasoficial, com estreia em 2026 pic.twitter.com/oixDKdClrR— Paulo (@pauloap) December 8, 2025 Receba nossas atualizações
Diante da repercussão dos primeiros registros de Caviezel, que interpretou Jesus em A Paixão de Cristo, como Bolsonaro, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) dá detalhes da produção. Ator, com trabalhos em novelas da Rede Globo, o parlamentar é mais do que mero promotor da obra. Ele é o idealizador e o principal roteirista do filme ainda em fase de finalização.
A Oeste, Frias dá detalhes do filme. De acordo com ele, a ideia é lançar Dark Horse em 2026, com direito a alcance mundial. Ele também conta como se deram as tratativas para que Caviezel aderisse ao projeto.
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“Jim demonstrou interesse imediato — ele compreendeu o peso da narrativa e o momento histórico que estamos vivendo”, diz Frias. “Sua entrada no projeto foi decisiva para dar ao filme uma dimensão internacional e a força simbólica que a história merece.”
Entrevista com Mario Frias

Na conversa com Oeste a respeito de Dark Horse, Frias também revela que a ideia de gravar o filme surgiu depois de encarar seu segundo infarto. Conta, além disso, o seu processo de desenvolvimento do roteiro.
Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista.
Pelos teasers divulgados, o filme parece já estar muito bem encaminhado, com cenas “icônicas” da vida de Bolsonaro já gravadas. Em que pé está a produção e qual é a previsão de lançamento?
A produção está bastante adiantada. Os teasers mostram apenas uma pequena parte do que já foi construído — cenas icônicas da vida do presidente Bolsonaro foram gravadas com extremo cuidado estético e histórico. Comecei a escrever o roteiro logo depois do meu segundo infarto, e essa experiência mudou completamente minha percepção do projeto. Hoje, vejo o filme não apenas como uma obra artística, mas como uma missão. Estamos nos ajustes finais de edição. A previsão é lançar no próximo ano, com uma estreia de alcance mundial.
Como foi o processo para trazer Jim Caviezel a bordo do projeto?
A participação do Jim Caviezel foi um marco. Busquei apoio nos Estados Unidos por meio de pessoas que reconhecem a importância da história do presidente Bolsonaro. Durante esse processo, Jim demonstrou interesse imediato — ele compreendeu o peso da narrativa e o momento histórico que estamos vivendo. Sua entrada no projeto foi decisiva para dar ao filme uma dimensão internacional e a força simbólica que a história merece.
O que o motivou a rodar o filme em inglês? Acha que isso ajudará a disseminar o que foi feito com Bolsonaro?
Optamos por filmar em inglês por uma razão muito clara: esta história precisa ser compreendida pelo mundo. Não se trata apenas de um registro brasileiro, mas de um alerta global sobre liberdade, manipulação e resistência. Ao rodar em inglês, garantimos que a mensagem ultrapasse fronteiras e leve ao público internacional a dimensão do que ocorreu com Bolsonaro e das implicações para a democracia no Ocidente.
A cultura é a frente de batalha que jamais podemos abandonar. Música, artes e cinema são a linguagem que alcança diretamente o coração do povo.
— MarioFrias (@mfriasoficial) December 7, 2025
O Presidente merece sempre o melhor — e ter Jim Caviezel, o ator que deu vida a Cristo nas telas, ao nosso lado é um símbolo de força,… pic.twitter.com/Ujc0Vp3wJE
Parte da imprensa traduziu o título Dark Horse como “Azarão”. O que achou disso?
A tradução para “Azarão” me chamou atenção — e, de certa forma, resume um aspecto importante da trajetória de Bolsonaro. Ele sempre foi visto como o outsider, o improvável, o homem que venceu todas as probabilidades. Mas o título Dark Horse carrega um simbolismo ainda mais profundo, ligado à ideia de alguém que surge inesperadamente para alterar o curso da história. As duas versões funcionam, cada uma à sua maneira.
Já consegue adiantar qual será o nome no Brasil?
Ainda estamos definindo o título nacional. O nome internacional funciona muito bem para o público externo, mas buscamos uma versão brasileira que gere reconhecimento imediato, impacto emocional e identificação popular. A definição final será revelada mais perto do lançamento, quando toda a estratégia de comunicação estiver alinhada.
Quando se iniciou o processo de escrita do roteiro? Bolsonaro conseguiu ter algum contato com o trabalho antes de ser preso?
O roteiro começou a ganhar forma logo depois do meu segundo infarto — foi um processo quase terapêutico, uma maneira de transformar um momento delicado da minha vida em algo construtivo. Bolsonaro sabia da existência do projeto e tinha noção geral do caminho narrativo, mas antes de sua prisão injusta ainda não havia tido contato aprofundado com o trabalho. Mesmo assim, tenho convicção de que o filme fará justiça à sua jornada e ao que ele representa para milhões de brasileiros.
Qual é a sua expectativa para o lançamento do filme?
Minha expectativa é que o filme provoque reflexão e alcance pessoas muito além do debate político. Quero que seja um registro histórico, uma obra capaz de expor injustiças, inspirar coragem e mostrar ao mundo a luta de um homem que se tornou símbolo de liberdade. Espero que o público brasileiro — e internacional — receba o filme como uma oportunidade de enxergar fatos que foram distorcidos ou silenciados.
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Já está censurado ou vão esperar um pouco?
“ainda em fase de gravação” ou “estamos nos ajustes finais de edição”?
Só espero que não seja censurado no Brasil em 2026, ano eleitoral. Dependendo do período de lançamento, poderá ser em período de campanha e aí…. O TSE vai deixar?!? O AM vai deixar?!? Só para lembrar, A Brasil Paralelo já foi censurada … Enfim, espero q seja um sucesso de alcance internacional e nacional e que seja fiel ao contexto histórico.