publicidade
Curiosidades

Empresa obtém aval da Anvisa para fabricar 'Ozempic nacional'

Os medicamentos Olire e Lirux serão lançados até o fim de 2025

Ozempic é usado para perda de peso em finalidades estéticas | Foto: Reprodução/YouTube
O Ozempic, medicamento para tratar obesidade, é usado para perda de peso em finalidades estéticas: conforme a dose, custo da caneta de insulina supera os R$ 1 mil | Foto: Reprodução/YouTube

A EMS, farmacêutica brasileira, obteve aprovação da Anvisa para lançar dois medicamentos nacionais à base de liraglutida, análogo do GLP-1. Desenvolvidos com tecnologia brasileira, o processo de fabricação vai da matéria-prima ao produto final. A estratégia é competir globalmente com medicamentos inovadores, como o Ozempic.

Carlos Sanchez, presidente do Conselho de Administração da EMS, destacou a importância dessa conquista para a internacionalização da empresa.

Receba nossas atualizações

“Desenvolvemos um produto no país, com tecnologia brasileira, do zero”, afirmou Sanchez. “Vamos fabricar desde a matéria-prima até o produto acabado.”

Os remédios serão Olire, para o tratamento de obesidade, e Lirux, para controle do diabetes tipo 2. Eles devem ser lançados até o fim de 2025.

A expectativa é que, em oito anos, o faturamento alcance US$ 2 bilhões no exterior e outros US$ 2 bilhões no Brasil.

Setor de medicamentos para obesidade está em expansão

Conforme levantamento da Barclays, o setor de medicamentos para obesidade pode movimentar até US$ 199 bilhões anualmente nos próximos anos.

Em 2022, as vendas do medicamento de referência para diabetes tipo dois superaram US$ 6 bilhões até agosto de 2023.

Os medicamentos Olire e Lirux imitam o GLP-1, hormônio que sinaliza ao cérebro a saciedade, ajudando a regular apetite e níveis de açúcar no sangue. A substância liraglutida é a mesma encontrada em outro medicamento para obesidade, o Saxenda.

De acordo com a EMS, a tecnologia UltraPurePep, empregada na fabricação, garante pureza elevada e eficiência na produção de análogos de GLP-1.

Detalhes do “Ozempic nacional”

Estes medicamentos estão em fase piloto na nova fábrica do Grupo NC, a Rio Biofarmaceutica Brasil Ltda (RBBL), em Hortolândia (SP), que ocupa 2,5 mil m² e foi inaugurada em agosto de 2024.

A tecnologia embarcada usa matéria-prima sintética (peptídeo químico) e permite alto teor de pureza.

A liraglutida exige aplicações diárias, enquanto a semiglutida, presente no Ozempic, e a tirzepatida, usada no Mounjaro, requerem aplicação semanal.

As doses recomendadas são de até 1,8 mg por dia para o Lirux e até 3 mg diários para o Olire.

+ Leia mais sobre Saúde em Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade