O psicólogo Gad Saad, 60 anos, é um dos mais incisivos críticos da cultura woke e das políticas identitárias que vêm dominando as mentes no Ocidente. Autor do best-seller A Mente Parasita, Saad sustenta que os seres humanos podem ser parasitados não apenas por vermes que atacam fisicamente o cérebro, mas também por vermes ideológicos.

Nascido em uma família judia no Líbano, Saad deixou o país durante a guerra civil, em 1975, e construiu carreira acadêmica no Canadá, onde foi professor da Universidade Concordia por 32 anos. Agora, está de mudança para a Universidade do Mississippi, nos Estados Unidos. Nas redes sociais, soma 1,1 milhão de seguidores no X e 350 mil inscritos no YouTube, além de outros milhares no Facebook e no Instagram.
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Em entrevista à Revista Oeste, Saad diz que o politicamente correto “transformou as universidades em campos de treinamento de polícias politicamente corretas”. Para o psicólogo, o maior perigo não é a censura do governo, mas a autocensura: “Muita gente prefere ficar em silêncio para não ser atacada ou perder espaço. Isso é o stalinismo ideológico”.
O autor alerta para a chamada Síndrome do Parasita de Avestruz, que descreve como a recusa de enfrentar realidades incômodas leva sociedades a decisões autodestrutivas. Um exemplo, diz, é o debate sobre imigração islâmica: “As culturas não são intercambiáveis. Se você permitir a entrada de milhões de pessoas que não compartilham os seus valores fundamentais, vai ter problemas. Ignorar isso é suicídio empático”.
Seu próximo livro, Empatia Suicida, previsto para 2026, investiga como políticas movidas por compaixão mal direcionada podem produzir efeitos desastrosos. E aconselha quem quer resistir à pressão ideológica: “É preciso ativar o seu texugo-do-mel — seja feroz na defesa da razão, da ciência, da lógica e da liberdade de expressão, sem se acovardar”.
Para ler a entrevista concedida por Gad Saad ao jornalista José Fucs, clique neste link. O conteúdo está disponível para assinantes.

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