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Laboratório Orion: Brasil vai ter o 1º centro de segurança biológica máxima da América Latina

A instalação do centro de pesquisa ocupará uma área de 24,5 mil m² no interior paulista

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O Orion fortalecerá a luta contra patógenos letais | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil terá, a partir de 2026, o primeiro centro de segurança máxima da América Latina para pesquisas biológicas. Instalado em Campinas (SP), o Laboratório Orion terá certificação NB4 e fortalecerá a luta contra patógenos letais.

O projeto, avaliado em R$ 1 bilhão, faz parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal. O espaço está sob a gestão do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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A instalação ocupará uma área de 24,5 mil metros² e contará com laboratórios NB2, NB3 e NB4. Essa última classificação exige protocolos rigorosos de contenção biológica, como isolamento pressurizado, trajes herméticos e descontaminação química. Atualmente, o Brasil não possui infraestrutura desse nível certificada pela Organização Mundial da Saúde, tornando o Orion um marco na pesquisa biomédica nacional.

Laboratório Orion vai desenvolver estudos em vírus letais

Os laboratórios NB4 são essenciais para estudar vírus altamente letais, como o ebola e o vírus sabiá. Detectado no Brasil, mais precisamente no bairro de Sábia, em Cotia, na Grande São Paulo, o vírus é causador de febres hemorrágicas graves. Até o momento, amostras desse patógeno precisam ser enviadas ao exterior para análises seguras. A nova estrutura eliminará essa dependência e permitirá pesquisas avançadas sobre doenças emergentes.

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O Orion terá uma parceria inédita com o Sirius, o acelerador de elétrons do CNPEM. Três feixes de luz síncrotron serão direcionados para o laboratório, tornando-o o primeiro NB4 do mundo com essa tecnologia. Isso permitirá a análise de patógenos em nível molecular, facilitando o desenvolvimento de vacinas e tratamentos mais eficazes.

Além das pesquisas, o Orion já iniciou programas de capacitação para cientistas e alunos, oferecendo treinamento técnico em uma réplica das instalações reais. A expectativa é que o laboratório promova colaborações internacionais, consolidando o Brasil como referência na área.

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