O pianista Eduardo Hazan, figura exponencial do cenário erudito nacional, será o convidado do maestro João Carlos Martins para a próxima edição do projeto Sinfonia na Paulista, realizado na capital paulista. O encontro musical está marcado para o dia 1º de abril, às 20h, no Teatro do Serviço Social da Indústria (Sesi). A entrada é franca para o público, que costuma esgotar os ingressos em poucos minutos logo que as reservas são liberadas.
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Natural de Santos e com formação em centros de excelência na Europa e nos Estados Unidos, Hazan acumula mais de 60 anos dedicados ao ensino e à performance. O músico obteve distinções máximas na Academia de Música de Viena e na Universidade de Indiana, consolidando-se como uma referência pedagógica ao longo de duas décadas de atuação na Universidade Federal de Minas Gerais. No palco da Avenida Paulista, sua técnica deve dialogar com a regência de Martins em uma interpretação que une o rigor da tradição à sensibilidade do maestro.
Expansão e alcance social da música clássica
A iniciativa Sinfonia na Paulista, iniciada em 2022, já atraiu cerca de 10 mil pessoas ao teatro e somou quase 66 mil visualizações em plataformas digitais. O projeto integra o vasto portfólio do Sesi, que em 2026 planeja inaugurar mais três centros culturais e três teatros. Somente as atividades culturais da entidade já alcançaram a marca de 20 milhões de espectadores.
A Orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP, sob o comando de João Carlos Martins desde 2009, atua como um pilar de apoio a novos talentos e profissionais veteranos. Atualmente com 69 integrantes, o grupo já percorreu mais de 150 cidades brasileiras e palcos internacionais de prestígio, como o Lincoln Center e o Carnegie Hall. O impacto social da orquestra contabiliza aproximadamente 2 milhões de pessoas alcançadas em mais de 400 apresentações.
O legado de João Carlos Martins em 2026
Aos 85 anos, celebrados em 2025 com uma apresentação no Carnegie Hall, o maestro João Carlos Martins dedica a temporada de 2026 a uma missão específica. Nos dez concertos programados para este ano, o regente prioriza músicos com mais de 80 anos que perderam espaço no mercado, além de jovens promessas que ainda buscam oportunidade na vida musical do país.
O reconhecimento internacional do maestro segue em alta, simbolizado pelo prêmio recebido das mãos da rainha Sofia, da Espanha, no ano passado. Com a apresentação de abril, Martins e a Bachiana Filarmônica mantêm o propósito de aproximar a música de alta qualidade técnica das periferias e dos grandes centros.
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