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Curiosidades

OMS confirma primeira recuperação em surto de Ebola no Congo

Organização acompanha avanço da doença em meio à falta de equipamentos e ataques contra centros de saúde

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS
Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS | Foto: Divulgação/ OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta sexta-feira, 29, a primeira recuperação de um paciente infectado pelo Ebola no atual surto da doença na República Democrática do Congo.

Segundo o governo congolês, o paciente recebeu alta hospitalar em 27 de maio e retornou à comunidade. O país enfrenta um surto provocado por uma variante rara do vírus.

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Na noite de quinta-feira, 28, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou à capital Kinshasa para acompanhar as ações contra a doença. Equipes médicas enfrentam dificuldades para conter o avanço do vírus em uma região marcada por conflitos armados, escassez de equipamentos e desconfiança da população.

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Paciente recuperado já retornou a sua comunidade | Foto: Divulgação/OMS

“Vir aqui é realmente mostrar à comunidade que ela não está sozinha”, afirmou Tedros a jornalistas no aeroporto. O diretor-geral da OMS também declarou que não queria apenas “dar ordens” de Genebra e pediu colaboração das comunidades locais.

Surto já soma mais de mil casos suspeitos

Uma carga de ajuda médica enviada pela União Europeia chegou na quinta-feira à província de Ituri, epicentro do surto. No mesmo dia, os Estados Unidos anunciaram US$ 80 milhões em ajuda adicional. Com isso, o total de recursos prometidos pelos norte-americanos superou US$ 112 milhões.

Profissionais de saúde relatam falta de suprimentos para conter o avanço da doença. Em algumas áreas, médicos usaram máscaras vencidas durante o atendimento a pacientes.

Segundo a OMS, até terça-feira, o Congo registrou 1 mil casos suspeitos e 238 mortes suspeitas por Ebola.

A revolta de moradores contra os protocolos sanitários também dificultou o trabalho das equipes médicas. As regras para o tratamento dos corpos entram em choque com tradições funerárias locais. Moradores realizaram ao menos três ataques contra centros de saúde.

Tedros afirmou ainda que o deslocamento de pessoas provocado pelos conflitos armados e a insegurança alimentar ampliam os desafios para controlar o surto.

Na quarta-feira, o diretor-geral da OMS pediu um cessar-fogo na região, alvo de ataques violentos promovidos por grupos armados há décadas.

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