O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em novembro. O imunizante será aplicado em gestantes e deve beneficiar cerca de 2 milhões de recém-nascidos por ano. O VSR responde por 80% dos casos de bronquiolite e 60% de pneumonias em crianças menores de dois anos.
Em 2025, os casos em bebês subiram 52%. Até 6 de setembro, o Brasil registrou 33,4 mil casos de VSR em crianças de até dois anos, contra 22 mil no mesmo período de 2024.
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Já entre 2018 e 2024, complicações ligadas ao vírus causaram 83 mil internações de prematuros. O VSR é mais frequente no inverno e pode levar à bronquite, bronquiolite e pneumonia.
Imunização pode reduzir internações por bronquiolite
A vacinação materna transfere anticorpos ao bebê e protege nos primeiros meses de vida. Dessa maneira, o imunizante pode evitar 28 mil internações por ano. O Ministério da Saúde assinou parceria com a Pfizer e o Instituto Butantan para produzir a vacina. Na rede privada, a dose da vacina pode custar até R$ 3,6 mil.
A estimativa é de que, até o fim do ano, 1,8 milhão de doses sejam entregues. Assim, em novembro, serão distribuídas 832,5 mil, e em dezembro, mais 1 milhão.
“É uma proteção dupla: protege a gestante e o recém-nascido”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “E, ao mesmo tempo, garante transferência de tecnologia e geração de emprego, renda e conhecimento ativo no nosso país.”
Outras vacinas e anticorpos disponíveis
A aprovação da Abrysvo, da Pfizer, ocorreu em 2024. Sua indicação é para idosos e bebês, por meio da aplicação em gestantes. O nirsevimabe, da Sanofi, aprovado em 2023, é um anticorpo monoclonal em dose única para recém-nascidos e crianças de até 24 meses.
Antes da Abrysvo, o SUS oferecia apenas o palivizumabe, indicado a prematuros extremos ou crianças com doenças graves.
Durante a pandemia, o isolamento reduziu a circulação do VSR. Depois do relaxamento das medidas, surgiram surtos em períodos inesperados, sobrecarregando hospitais.
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