Uma equipe de paleontólogos encontrou tumbas com 200 mil anos a.C. Localizado em Joanesburgo, na África do Sul, o cemitério escondido a 30 metros de profundidade nas grutas Sterkfontein guardava restos mortais do Homo naledi, parente distante do Homo sapiens que viveu na Idade da Pedra.
Conforme o estudo publicado no site bioRxiv, na semana passada, a nova descoberta pode redefinir a compreensão atual sobre a evolução do ser humano. Isso porque o Homo naledi tinha hábitos que, até então, haviam sido detectados apenas nos neandertais e Homo sapiens. Por exemplo: a posição em que os ossos estavam sugere a realização de velórios, além de enterros coletivos de famílias.
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Sobre o antigo parente dos humanos
O Homo naledi pode ter sido o primeiro grupo de hominídeos a usar simbologias, apesar de o cérebro ser do tamanho de uma laranja. Amostras dos fósseis revelaram ainda que eles tinham semelhanças com o humano moderno, como estrutura óssea capaz de suportar 100 quilos, e chegar a 1,50 metro de altura.
“Observamos um comportamento cultural muito humano em uma espécie que tem um cérebro com um terço do tamanho do nosso”, disse o paleontólogo John Hawks, da Universidade de Wisconsin-Madison. “Isso contradiz a ideia de que foi o tamanho do cérebro que nos tornou humanos.”
Segundo os pesquisadores, o Homo naledi viveu em um sistema de cavernas conhecido como “Estrela Ascendente”, próximo da atual Joanesburgo. No local, os especialistas encontraram várias câmaras funerárias, fósseis e algumas evidências de uso de fogo, como lareiras e ossos carbonizados.
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