publicidade
Economia

Banco Mundial prevê aumento no preço do petróleo se guerra Israel–Hamas se intensificar

Barril pode atingir o recorde de US$ 157; preço mais alto já registrado, em 2008, foi de US$ 147,5

Guerra Banco Mundial preço petróleo
Se guerra avançar, produção mundial de petróleo pode ser reduzida em até 5 milhões de barris por dia | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Um relatório do Banco Mundial mostrou, nesta segunda-feira, 30, que o preço do barril de petróleo poderá saltar para US$ 157 (R$ 792), no próximo ano, se a guerra entre Israel e o Hamas se agravar. De acordo com a análise, esse aumento recorde teria reflexo direto sobre a elevação dos valores dos alimentos.

+ Leia as últimas notícias de economia no site da Revista Oeste

Receba nossas atualizações

O preço mais elevado do petróleo na história foi em julho de 2008, quando o Brent – petróleo extraído do Mar do Norte e comercializado na Bolsa de Londres – chegou a US$ 147,5 por barril.

Desde o início da crise no Oriente Médio, o relatório observou que o preço do combustível subiu cerca de 6%. Para os últimos três meses deste ano, a agência financeira espera que os valores globais atinjam uma média de US$ 90 por barril. Caso a previsão se concretize, a média em 2023 será de US$ 81.

Consequências da guerra entre Israel e o Hamas

Guerra Banco Mundial preço petróleo
Conflito no Oriente Médio pode intensificar insegurança alimentar no mundo | Foto: Reprodução/X

Com base em episódios históricos que envolveram conflitos regionais, desde a década de 1970, o Banco Mundial traçou três possíveis cenários de risco resultantes da guerra entre Israel e o Hamas.

Confira: “Embaixador de Israel usa estrela amarela da era nazista em sinal de protesto na ONU”

O efeito “menos perturbador’ seria o fornecimento global de petróleo reduzido em 500 mil a 2 milhões de barris por dia. Isso aumentaria os preços entre 3% e 13%.

Se a situação piorar, num cenário de “perturbação média”, o fornecimento mundial seria reduzido entre 3 milhões e 5 milhões de barris por dia. Isso faria com que os preços subissem de 21% a 35%. Para tanto, a guerra atual precisaria se aproximar do cenário da guerra do Iraque, em 2003. 

Num contexto de “grande perturbação”, o fornecimento global de petróleo diminuiria entre 6 milhões e 8 milhões de barris por dia. Isso faria os preços atingirem um patamar 56% a 75% superior, podendo o barril chegar a US$ 157.

“Se o conflito no Oriente Médio se agravar, e os altos preços do petróleo permanecerem, inevitavelmente, os alimentos no mundo ficarão mais caros”, anunciou Ayhan Kose, economista-chefe-adjunto do Banco Mundial”. “Se um grave choque nos preços do petróleo se materializar, isso aumentará a inflação dos alimentos, que já foi elevada em muitos países em desenvolvimento.”

O economista alerta para o fato de que “uma escalada da guerra pode potencializar a insegurança alimentar não só na região, mas em todo o mundo”.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.