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Economia

Brasil atinge R$ 2 trilhões em impostos ainda no 1º semestre

Arrecadação bate novo recorde em 2026, enquanto despesas do setor público já se aproximam de R$ 2,7 trilhões

Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do evento de lançamento do serviço de streaming brasileiro | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil ultrapassa neste sábado, 27, a marca de R$ 2 trilhões em impostos arrecadados desde o início de 2026. É a primeira vez que o Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alcança esse valor ainda no primeiro semestre do ano.

Em 2025, o painel atingiu R$ 2 trilhões em 3 de julho. Em 2024, o mesmo patamar só foi alcançado em 24 de julho. Em uma comparação mais ampla, em 2015 o país chegou ao valor apenas em 9 de dezembro.

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Segundo a ACSP, o avanço reflete a combinação entre crescimento da atividade econômica, inflação e ampliação da base de arrecadação.

Também contribuíram mudanças tributárias implementadas nos últimos anos, como a tributação de fundos exclusivos e offshores, a retomada da cobrança sobre combustíveis, a reoneração da folha de pagamentos, o aumento do IOF, a tributação sobre juros sobre capital próprio, o fim de benefícios ao setor de eventos e a cobrança de impostos sobre apostas esportivas.

“O aquecimento da atividade econômica amplia a base de arrecadação”, afirmou Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da ACSP. “Ao mesmo tempo, a inflação pressiona os preços de bens e serviços e, como grande parte dos impostos incide sobre os preços, a arrecadação acompanha esse movimento.”

Além dos impostos: avanço das despesas públicas pressiona cenário fiscal do Brasil

Dívida pública: trajetória fiscal permanece pressionada | Foto: José Cruz/Agência Brasil
Dívida pública: trajetória fiscal permanece pressionada | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Apesar do recorde de arrecadação, a entidade avalia que o cenário fiscal continua pressionado pelo avanço das despesas públicas. De acordo com a plataforma Gasto Brasil, os gastos não financeiros do setor público já se aproximam de R$ 2,7 trilhões em 2026.

Para o presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, o principal desafio permanece sendo o ritmo de crescimento das despesas.

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“A arrecadação cresce, mas o gasto público cresce em ritmo ainda maior. Esse descompasso é o nó central das dificuldades fiscais do país”, afirmou.

Segundo o Gasto Brasil, o governo federal responde pela maior parcela das despesas públicas neste ano, com mais de R$ 1 trilhão desembolsado, seguido pelos municípios e pelos Estados.

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1 comentário
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Parabéns Haddad. Disso vc entende. Gastar bem é outra coisa , né?

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